Mercedes pede mais incentivo para exportação
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sábado, 12 de setembro de 1998
Agência Estado 
O presidente da Mercedes Benz do Brasil, Ben van Schaik, disse que o governo conseguiria reduzir mais o seu déficit se ajudasse as empresas a aumentar as exportações. Precisamos reduzir os custos para competir no mercado internacional, disse. A Mercedes ainda não alterou a meta de exportar este ano US$ 500 milhões.
Segundo Schaik, essa meta pode ser prejudicada. Mas a empresa ainda não pensa nesta possibilidade porque tem aumentado a sua participação nas vendas na América Latina. Dos cerca de 12 mil veículos que a montadora vai vender no mercado externo este ano, 80% seguirão para a América Latina. Nos 20% restantes estão os mercados da China, África do Sul e países da Ásia, além da própria Alemanha, sede da companhia. Temos problemas na Venezuela e Chile, destacou Schaik.
Ele conta, porém, com o crescimento do mercado de ônibus em toda a América Latina. De cada cinco ônibus exportados pelo Brasil hoje, quatro são da marca Mercedes Benz. A empresa fechou ainda contrato com a sua matriz para a venda de 12 mil motores para caminhão, contrato que deverá render US$ 10 milhões.
Schaik chegou quarta-feira da Alemanha, onde aproveitou a viagem para explicar à direção mundial sobre o impacto da crise no Brasil. Todo o mundo fala em Brasil quando cita a crise nundial, mas a maioria não percebe que a situação no País é diferente do que acontece na Ásia e na Rússia, disse.
O executivo alemão garantiu que o grupo Daimler Benz mantém a confiança no Brasil e não vai alterar os investimentos que está fazendo, voltados principalmente à construção de uma nova fábrica.
Schaik anunciou que a fábrica de automóveis de Juiz de Fora (MG), que consumiu investimentos de cerca de US$ 600 milhões, será inaugurada em fevereiro. O carro que será produzido nesta planta, o modelo Classe A, chegará no mercado em abril. Trata-se de um modelo compacto de luxo.


