Pedro Ribeiro
Embora vivendo em período classificado como restritivo, principalmente pelas quedas nas vendas (17% em 1998/99), a Mercedes-Benz do Brasil acredita no aquecimento do mercado a partir deste segundo semestre. O otimismo foi manifestado pelo presidente da montadora, Bem van Schaik, durante test-drive da nova linha de caminhões e ônibus, realizado na semana passada, em Campinas (SP). Apesar da queda na comercialização de caminhões, como um todo, a empresa manteve sua liderança com 35% de participação. O setor deve comercializar 45 mil unidades este ano.
O volume de vendas também baixou no mercado de ônibus. Os números apresentados por van Schaik mostram que de 7 mil unidades, caiu para 4 mil, no comparativo de janeiro a maio de 1998, com 1999. Mesmo assim, a MB permaneceu na liderança do setor com 68% de participação. O presidente da empresa acredita que este mercado deva ficar em torno de 10 mil unidades este ano, contra 14 mil alcançadas no ano passado.
A produção de veículos comerciais no Brasil está abaixo do desejável, disse. O País não pode ter uma comercialização de apenas 45 mil caminhões por ano. A renovação da frota precisa ser estimulada, pois significa aumento da produtividade. Van Schaik revelou que continua discutindo junto com os governos federal, estaduais, trabalhadores e fornecedores, um programa de renovação de frota.
Depois de reafirmar a confiança da Mercedes-Benz no Brasil, van Schaik disse que é preciso reduzir o custo Brasil e dar andamento urgente as reformas governamentais, principalmente a tributária.
O programa de investimentos da montadora prevê para este ano inversões da ordem de US$310 milhões.Presidente da montadora diz que Brasil precisa concluir reformas e assegura investimentos de US$ 310 milhões para 1999
Bogus e van Schaik apresentam novos modelos de caminhões e, durante coletiva para a imprensa, os diretores mostraram a jornalistas as ações que a empresa vem desenvolvendo para manter a liderança nas vendas.

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