Mercado foca na segurança
Os altos índices de acidentes envolvendo motociclistas no País motivam o investimento em acessórios de segurança. O coordenador comercial da Laquila, empresa de Curitiba fornecedora de motopeças e acessórios para todo o País, Ricardo Theiss, destaca que, além do capacete, de uso obrigatório, recomenda-se luvas, jaquetas e botas para proteção do condutor.
"Temos produtos designados para proteger todas as partes do corpo do motociclista; no segundo semestre vamos trazer uma jaqueta airbag, que infla com o impacto", revela.
Em recente palestra para empresários do setor em Londrina, Theiss apresentou outros produtos inovadores, como a calça jeans revestida de kevlar, tecido utilizado em coletes a prova de balas. "Mesmo que o motociclista caia e estrague o jeans, ele não irá machucar a perna", explica.
Na opinião de Theiss, o mercado de motos está evoluindo continuamente, mesmo com o leve decréscimo de vendas depois de 2011, ano de recorde para o segmento de duas rodas (2 milhões de unidades vendidas). "Em 1995, a produção de motos no Brasil era de 200 mil unidades/ano; 15 anos depois aumentou em dez vezes. Nos últimos quatro anos são sete milhões de novos clientes", ressalta. Para o segundo semestre deste ano, as perpectivas de Theiss já são positivas. "As eleições influenciam positivamente, tanto pelos recursos liberados quanto pelo uso das motos na campanha", afirma. (C.F.)





