Curitiba - Com o aquecimento geral da economia brasileira, os mercados especializados e de luxo vêm ganhando impulso. É o caso do setor de rodas esportivas. A Roveco, que fabrica em Araucária (Região Metropolitana de Curitiba) modelos de alumínio da sul-africana TSW, da italiana Mak e da americana HD, deve chegar em outubro à marca de 8 mil rodas esportivas produzidas no mês. Até recentemente, a média de produção mensal da unidade estava em 4,5 mil rodas.
Ronei Imhoff, gerente industrial da Roveco, explica que, além do crescente interesse por esse tipo de produto, um fator que colaborou para o incremento foi uma espécie de ''peneira'' que separou os fabricantes mais qualificados. ''O mercado de tunning começou a se fortalecer em 2004 no Brasil. Em 2008, com a crise, baixou um pouco. Antes, havia muitos atravessadores, que comercializavam produtos de má qualidade, menos resistentes. Só as melhores marcas continuaram no mercado'', explica.
É um mercado para poucos, é claro. Os preços das rodas esportivas fabricadas na Roveco, que paga royalties para a TSW, a Mak e a HD e tem exclusividade de produção na América Latina, variam conforme o local de venda, mas são sempre salgados. Em Curitiba, segundo Imhoff, o jogo com quatro rodas aro 17 varia entre R$ 2,3 mil e R$ 2,5 mil; de aro 18, chega a R$ 3 mil; e assim por diante. ''É um mercado que exige um certo poder aquisitivo, porque o consumidor vai gastar nos pneus na mesma proporção'', relata.
Luciano Maciel Petroski, gerente comercial da Sul-Americana, empresa de Curitiba que cuida da parte comercial da Roveco, ressalta a tendência de crescimento na área. ''Esse mercado está aumentando, como o mercado de luxo está crescendo em qualquer setor. A Hyundai já estimou que o mercado de luxo no Brasil deve triplicar nos próximos anos. Se a pessoa vai comprar um veículo de alto padrão, vai querer rodas personalizadas, à altura. Tem de tudo nesse mercado'', explica.
Os planos futuros da Roveco incluem a construção de uma nova fábrica, no ano que vem, a decisão de não retirar mais produtos de linha e voltar a fazer rodas aro 15, com o objetivo de atingir o mercado de carros populares. ''Vamos voltar para um mercado que a gente já tinha e abandonou'', afirma Ronei Imhoff. Outro termômetro do mercado é a importação. A Sul-Americana, além da produção da Roveco em Araucária, comercializa rodas esportivas de mais de dez fabricantes estrangeiros. ''Há cinco anos, só havia uns dois ou três importadores. Hoje, são mais de 50'', relata Luciano Petroski.

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