Mercado de carros novos cresce este mês
Proximidade do fim do acordo emergencial mobiliza setor de revenda de veículos automotores para buscar medidas duradouras
Parece mais um milagre do mercado. Promoções de veículos novos pipocando por todos os lados e consumidores ludibriados com as ofertas. Não se trata de nenhuma perspectiva de dias melhores para a economia brasileira, mas de uma verdadeira corrida para aproveitar os últimos dias dos preços reduzidos pelo acordo emergencial, que deve encerrar no dia 28 de agosto.
Com o fim do acordo, o IPI do carro popular passará de 7% para 10%, o que representará um aumento de, pelo menos, 4,5% no preço final. Além dos impostos, as montadoras ainda precisam repassar os custos novos e anteriores ao acordo emergencial, lembra José Carlos Pinheiros Neto, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). As perspectivas do mercado são de que o preço do carro novo suba cerca de 12%.
EstratégiasO aumento do carro popular, de uma média de R$ 13 mil para 14,6 mil assusta não só os consumidores, mas principalmente o setor de distribuição. Segundo o representante da Fenabrave (Federação Nacional dos Distribuidores de Veículos Automotores) no Paraná, Daniel Russi Filho, não se trata exatamente de um susto, uma vez que todo o setor já sabia que não haveria renovação do acordo. No entanto, o que nos assusta são as perspectivas de redução drástica nas vendas a partir de setembro, caso não haja modificações no modelo de comercialização de veículos, ressalta.
Em função disso, a Fenabrave vem tentando reunir representantes do setor em todo o País para discussão e elaboração de um novo modelo de distribuição que permita a redução do preço final do automóvel. Os brasileiros dispõem dos mesmos recursos que três anos atrás, para comprar um carro. E, por isso, estão cada vez mais optando pelos veículos usados, lembra.
No Congresso Nacional dos Revendedores de Veículos Automotores, agendado para dia 26 de agosto, Daniel Russi espera que sejam traçadas estratégias comuns (veja quadro) em todo o País para serem negociadas principalmente com os fabricantes de veículos que, segundo Russi, obviamente ainda oferecem alguma resistência às propostas.





