Enquanto nas capitais, mulheres motoristas de ônibus é coisa normal, em Londrina não há sinal de saias no volante de um coletivo. As duas maiores empresas de transporte da cidade, TCGL e Francovig, até que tentam contratar, mas não há candidatas ao cargo.
''Há algum tempo fizemos uma seleção e apareceu apenas uma mulher. Porém, ela não conseguiu passar nos testes práticos'', diz Gildalmo de Mendonça, gerente da Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL). Segundo Mendonça, a empresa sempre esteve aberta a contratação de mulheres como motoristas, mas a procura e qualificação é rara. ''Vontade de contratar nós temos, mas é difícil encontrar uma mulher para o cargo'', explica. No momento, a TCGL não está contratando motoristas.
Na outra empresa de transportes coletivos da cidade, a Francovig, a situação também é a mesma. Segundo a assessoria de imprensa da empresa, nunca houve a presença de uma mulher motorista nos quadros da empresa.
Mulheres caminhoneiras também é raro de se encontrar na região. Mulheres taxistas em Londrina, somam cinco. Já na profissão de mototaxistas, há pelo menos seis exercendo a função na cidade. (M.D.B.)

mockup