São Paulo - Entre as marcas estreantes no Salão do Automóvel, duas são de produtos importados da China, a Effa Motors e a CN Auto. Na edição anterior, em 2006, havia apenas uma chinesa, a Chana, que também tem presença garantida este ano.
  A CN Auto fará sua estréia com a importação das vans Miny e Haife, que aqui serão rebatizadas de Towner e Topic, nomes dos veículos importados nos anos 90 pela falida Asia Motors do Brasil. ‘‘A importação das duas vans ocorreu há mais de 10 anos e muitos consumidores ainda se sentem órfãos nesse nicho’’, explica Higino Silva, diretor comercial da empresa.
  O grupo também deve mostrar no salão a minivan Lobo, que deverá ser importada a partir do próximo ano. Higino diz que serão pagos royalties aos detentores dos nomes Towner e Topic, que vão custar entre R$ 21 mil e R$ 60 mil. As vans são produzidas pelas empresas Hafei e Brillance Jinbei na China. Neste ano, a CN Auto espera importar 3 mil unidades e, em 2009, aumentar para 10 mil. Os veículos serão distribuídos em rede de concessionários em fase de formação.
  A Effa mostrará a versão reestilizada do M100, hoje vendida a R$ 22.980 (mais barato que o Uno Mille, oferecido a R$ 23.690), além de utilitários de pequeno porte que estão sendo importados desde meados do primeiro semestre.
  A Chana, que chegou ao País há dois anos, também mostrará sua gama de utilitários compactos. Ao que parece, as três marcas chinesas vão disputar o mesmo nicho de mercado.
Opostos
  Outra empresa que participa pela primeira vez do salão é a Pagani, que fará o contraponto ao M100, o automóvel mais barato em exposição. A empresa trará ao País, só para encher os olhos dos amantes do superluxo, o conversível Zonda F Roadster, avaliado em mais de R$ 4 milhões. O modelo não estará à venda. A versão fechada, a Zonda F, chegou ao País em abril e foi oferecida por R$ 4 milhões. Ferrari, Porsche, Lamborghini, Lotus e BMW também prometem novidades para quem aprecia o luxo.
  Também estará no salão a marca japonesa Suzuki, que neste mês voltou a ser importada por um grupo brasileiro, após cinco anos fora do País. Das marcas que tradicionalmente participam, só a Audi estará ausente.
  ‘‘Foi difícil conseguir espaço para acomodar todas as marcas, mas conseguimos’’, conta Evaristo Nascimento, diretor da Reed Exhibition Alcântara Machado, organizadora do salão. ‘‘Já para o próximo, em 2010, teremos de buscar uma solução.’’ (C.S./Agência Estado)

mockup