Testamos o Cruze 2015 na cidade e na estrada. O motor 1.8 recalibrado mostrou melhor rendimento que o anterior, mas ainda poderia entregar mais. Mesmo com o torque mais elevado entre os concorrentes com a mesma cilindrada, cairia bem uma injeção direta de combustível para melhorar o rendimento. A segunda geração do câmbio de seis velocidades agrada, quase não se sente as trocas de marchas. O conforto e os ajustes dos bancos e do volante de couro deixam a viagem bastante agradável, mas a suspensão é o que há de melhor no Cruze. Acertada, dá firmeza nas curvas e filtra as imperfeições, deixando-as imperceptíveis para motorista e passageiros. Passageiros, aliás, que vão muito bem acomodados nos cinco lugares traseiros, inclusive no intermediário. A montadora diz que as recalibragens do motor e da transmissão favoreceram, também, a economia de combustível, uma das queixas dos proprietários na versão anterior. A melhora deve ter sido entre 2% e 5%. Em altas rotações o ruído do motor invade a cabine, entretanto, ao invés de nos incomodar, agrada, reforçando a sensação de esportividade. (C.F.)

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