Depois de causar muita polêmica no ano passado, com as linhas revolucionárias do novo Mégane hatch, a Renault preferiu amenizar os traços nas versões sedã e perua. Os novos modelos serão apresentados nesta semana, durante o Salão do Automóvel de Barcelona, na Espanha.
Diferentemente da versão hatch, as linhas da nova geração do sedã e da perua da Renault são mais harmoniosas, com contornos bem resolvidos e que revelam muita personalidade. A linha de cintura alta e larga e a coluna traseira são os detalhes externos que mais chamam a atenção nos carros.
O dois novos membros da família Mégane trazem outras novidades tecnológicas: os pneus contam com sensores que ajudam a monitorar a pressão de calibragem e detectam eventuais vazamentos, transmitindo as informações à central eletrônica via frequência de rádio. No tamanho, a distância entre-eixos ficou 6,1 centímentos maior que a do Mégane Sedan antigo.
No porta-malas, o ganho foi de apenas 10 litros na versão sedã: comporta agora 520 litros de bagagem. Na perua, a capacidade não foi informada. Por dentro, o painel incorpora os principais instrumentos e têm o desenho inspirado nos das motocicletas esportivas. E para tornar mais fácil o ato de dirigir, alguns sinais de advertência, antes feitos por símbolos, foram trocados por mensagens que aparecem no computador de bordo.
O novo Mégane sedã traz, além dos freios ABS e do controle eletrônico de estabilidade (ESP), limpadores de pára-brisa e faróis acionados automaticamente por sensores, sistema de navegação por satélite com tela colorida dobrável, proteção contra os raios solares nas janelas e controlador da velocidade de cruzeiro (piloto automático).
No mercado europeu, as versões sedã e perua do novo Mégane estarão disponíveis com três opções de motor a gasolina (1.4 de 98 cv, 1.6 de 115 cv e 2.0 de 136 cv) e mais três a diesel.
Aqui no Brasil, não há previsão da chegada das novas versões. Por enquanto, o Mégane Sedan continua vindo da Argentina, na versão RXE e com motor 2.0 de 138 cavalos.

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