O possível aumento das alíquotas da CPMF e da Cofins, proposto no Programa de Estabilidade Fiscal, deve provocar uma alta de 3% a 5% no preço médio dos veículos a partir do próximo ano. A previsão é do presidente da Associação dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), José Carlos Pinheiro Neto.
Segundo ele, a estimativa não leva em conta o aumento das alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para o setor, depois de 31 de dezembro, quando termina o acordo de redução do tributo em cinco pontos percentuais, em vigor desde agosto.
Embora tenha defendido a diminuição da carga tributária para a indústria automobilística, Pinheiro admitiu a necessidade das medidas de ajuste fiscal. ‘‘Somos favoráveis à redução dos impostos, mas entendemos que este provavelmente não é o momento oportuno’’, afirmou. O presidente da Anfavea evitou comentar uma eventual taxação dos combustíveis como alternativa ao aumento da CPMF.

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