Médico 'ressuscita' clássico dos anos 50
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sábado, 12 de maio de 2012
Vinícius Fonseca <br> <br> Reportagem Local
Dar vida a uma réplica perfeita de um veículo eternizado por levar a Porsche a algumas vitórias no mundo da velocidade, como a tradicional corrida de Le Mans 24 horas. Também conhecido por ser o carro do trágico acidente que matou o astro de Hollywood James Dean, aos 24 anos. Toda a mística que envolve o Porsche Spyder 550 motivou o cardiologista Ricardo Rezende a insvestir em um projeto ousado.
Hoje ele exibe com orgulho o clássico dos anos 50 e garante que, embora existam diversas réplicas espalhadas pelo Brasil e pelo mundo, a dele é a que mais se aproxima da versão original. ''Ele (o carro) vai ser documentado como a réplica perfeita do Porsche Spyder 550. Esse veículo só foi construído entre 1954 e 1957. Nas réplicas que fazem hoje, as rodas são de liga leve e há outros detalhes nada originais. Procuramos preservar as rodas características e outras peças, como painel e volantes em madeira, que deixam essa versão mais próxima possível do original'', garante o médico
Apaixonado por automóveis antigos, Rezende revela que sempre sonhou em ter um veículo de época, principalmente o Dodge Dart SE, mas de repente, o projeto do Porsche apareceu para ele. ''Meu mecânico estava trabalhando nele e resolveu me vender o projeto. Fui atrás de detalhes do carro e comprei a ideia. Embora não seja o carro com o qual sempre sonhei, hoje me sinto realizado'', afirma.
Esportivo, compacto, com quatro marchas mais a ré, o automóvel apresenta algumas diferenças com relação ao verdadeiro 550. Originalmente o carro era todo em alumínio, que Rezendo substituiu por fibra. O motor é Volkswagen 1700, feito para equipar o SP2, com carburação dupla. O câmbio foi invertido para respeitar as características do carro.
Sobre a pintura, o médico esclarece que escolheu a cor amarela por causa da história da marca. ''Quando se pensa em Ferrari vem logo a cor vermelha e quando se pensa em Porsche são lembrados os carros amarelos. Então, procurei a tinta original da marca para fazer o meu veículo'', diz.
Em cumprimento às leis de trânsito atuais, as adaptações foram os retrovisores laterais, as setas de direção e os cintos de segurança. ''É importante lembrar que essa é uma réplica. Os emblemas da Porsche e outros detalhes em madeira, como no volante, foram todos respeitados'', justifica o cardiologista.
Já sobre o fato de ter ''ressuscitado'' um clássico do automobilismo, o médico se enche de alegria. ''Foi um prazer, principalmente por começar o projeto do zero. Ficou do jeito que eu sempre quis. É um brinquedo caro, mas que vale a pena. Para um cardiologista como eu, é como se um coração voltasse a bater'', conclui.