Antes de chegar às lojas, o Logan rodou 1 milhão de quilômetros em estradas brasileiras e da Argentina com a equipe de desenvolvimento da Renault do Brasil. Nenhum outro veículo da marca havia sido submetido a uma maratona de testes tão rigorosa. ''Uma das metas do trabalho foi a eliminação de ruídos de carroceria'', revela Eduardo Traldi, Coordenador dos Testes de Campo da Renault do Brasil.
Durante o processo, iniciado há pouco mais de um ano, nenhuma ocorrência mecânica de maior gravidade foi registrada. ''São carros com conjunto mecânico e elétrico bem conhecido, já exaustivamente testado em outros modelos da marca'', observa Traldi. ''Como foram projetados para enfrentar condições de rodagem severa em todos os países do mundo, resistiram bem ao castigo: nosso trabalho limitou-se aos ajustes finos'', completa.
A base mecânica do Logan é derivada do Clio e de outros veículos da marca, mas com vários ajustes e aperfeiçoamentos técnicos para equipar o novo modelo. O carro chega ao mercado com duas opções de motor Hi-Flex (bicombustível álcool e/ou gasolina), ambas administradas pelo câmbio manual de cinco marchas.
O sistema bicombustível desenvolvido pelos técnicos da Renault no Brasil e na França, permite tanto ao motor 1.0 16V Hi-Flex quanto o 1.6 16V Hi-Flex serem alimentados com a gasolina sem álcool vendida na maioria dos países do Mercosul. Ambos são dotados de acelerador eletrônico, sem cabo ou conexões mecânicas. Com esse tipo de solução, o acionamento da borboleta passa a ser feito por meio de sensores eletrônicos. ''O resultado, entre outros benefícios, é uma aceleração ágil e suave'', destaca Victor Trisotto, Chefe de Projetos Motor da Renault do Brasil.
Trisotto observa que a calibração dos motores do Logan levou em conta o prazer de dirigir. ''As respostas ao comando do acelerador são imediatas, tanto na aceleração quanto na desaceleração: quando o motorista alivia o pé, percebe instantaneamente o efeito do freio-motor. E quando volta a acelerar, sente a pronta reação do carro'', explica.

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