Mazda ressurge com novo 626
Com o lançamento do sedã 626 a marca japonesa quer recuperar o tempo perdido
Mauricio Della Barba

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As novas linhas do 626 podem ser percebidas na frente, nos faróis, grades e na traseira, pelo recorte sutil das lanternas Após um período conturbado, a Mazda parece disposta a lutar por espaço. Para isso, nada melhor que trazer ao País o seu modelo mais vendido, o 626. O sedã, totalmente reestilizado e modernizado, foi lançado no ano passado no Salão de Frankfurt, na Europa, e agora chega ao Brasil em uma única versão, ao preço de US$ 31.950 (câmbio mecânico) e US$ 33.750 (automático).
A Mazda aposta no 626 como o seu principal trunfo. A marca japonesa procurou sintetizar no carro quatro qualidades: exterior compacto, espaço interior otimizado, ambiente suave e estilo elegante. De certa forma, o 626 traz um pouco disso. Porém, na concorrência, o 626 encontra adversários de peso, como Vectra, Honda Civic, Toyota Corolla, Chrysler Neon, Peugeot 406 e Mitsubishi Lancer.
Debaixo do capô é que está o grande destaque do 626. O novo motor de quatro cilindros, duplo comando no cabeçote, de 2.0 litros e 16 válvulas gera 115 cv de potência. De acordo com a Mazda, na versão com câmbio mecânico o carro chega aos 197 km/h de velocidade máxima e acelera de 0 a 100 km/h em 10,7 segundos. Já o 626 automático vai até os 184 km/h e faz de 0 a 100 em 13,1 segundos. O seu único ponto negativo é o barulho do motor, facilmente percebido dentro do carro.
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O destaque original no interior é o encosto do banco dianteiro que reclina e forma uma prática mesa
No design, a Mazda conseguiu deixar o 626 atraente, sem maiores exageros de linhas. Os faróis duplos e as luzes de neblina são envolventes e dão um toque agressivo ao modelo. A grade frontal recebeu um friso cromado, onde está o novo símbolo da marca. Na traseira, as lanternas grandes avançam inclinadamente pela lateral e são recortadas pela tampa do porta-malas, formando um belo desenho.
Por dentro, o 626 é comedido. Não chega a ser apertado, mas também não é a ‘primasia’ em espaço. O carro, apesar de manter a mesma distância entre-eixos da versão antiga, ficou 120 mm mais curto e a sua largura externa foi reduzida em 40 mm. O acabamento é muito simples, com imitações plásticas de couro e de madeira no painel e nas portas.
Na questão de instrumentos, o novo 626 é bem equipado. Traz, além dos equipamentos básicos, conta-giros, piloto automático, ar condicionado, trio elétrico, direção hidráulica e banco do motorista com regulagem de altura, lombar e reclinável. O detalhe original fica por conta do encosto do banco do passageiro que pode ser rebatido para frente, formando um pequena mesa para trabalho ou lazer. O 626 pode vir equipado opcionalmente com o TCS, um controle de tração eletrônico, que modula o torque do motor em cada roda.
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O motor do 626 é um 2.0 16V de 115 cv de potência. O carro atinge os 197 km/h de velocidade máxima
Na parte de segurança, o 626 conta com air bag para o motorista e freios a disco na quatro rodas com ABS de série. O chassi foi concebido para distribuir e absorver impactos de todas as direções.
A ‘nova’ Mazda está de cara nova. O antigo símbolo foi trocado por um novo, estilizando a letra ‘M’, lembrando as asas de um pássaro. No Brasil, o novo importador, a IMA, passou a comandar as ativades em abril do ano passado. Com apenas 13 concessionárias espalhadas pelo País, a empresa pretende chegar a 20 ainda neste ano. Para 1998, a meta é vender 2 mil unidades, e para o próximo ano 3 mil.

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