A Mazda, marca japonesa de carros de luxo, acaba de investir no Brasil R$ 1 milhão num centro de estocagem de componentes. Sob o comando de um novo grupo empresarial desde novembro - a trading Itochu - a Mazda, que entrou no Brasil pelas mãos do grupo Mesbla, tenta agora ampliar participação depois dos boatos que a apontavam como uma das marcas de carros importados mais propensas a deixar o País.
O gerente de marketing, Luis Franciso Curi, afirma que a empresa nunca pensou em deixar o mercado brasileiro e agora investe na ampliação da sua rede de concessionários. Inaugurou mais sete pontos recentemente e quer passar de 18 para 25 revendedores autorizados até o final do ano.
Para driblar a queda de vendas provocada pela mudança cambial, a empresa também conseguiu, segundo Curi, renegociar preços com a montadora japonesa. Com um desconto médio de 15% no custo dos veículos conseguiu evitar um reajuste de preços e, assim, não perder competitividade.
Para não perder competitividade também na manutenção, a Mazda reduziu preço de peças e está usando cotação do dólar a R$ 1,50 para componentes e de R$ 1,10 a R$ 1,35 para os veículos. A Mazda vendia, antes da crise a média de 70 veículos por mês. O volume caiu para 10 a 15. Mas, segundo Curi, com as ações para resgatar a competitividade, a média mensal poderá subir para 50 unidades este mês. Isso pode garantir a venda de 1.000 unidades este ano. Ainda assim, haverá uma queda de mais de 30% em relação ao ano passado.

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