A história da Mercury começou em 1938, quando Edsel Ford, filho de Henry Ford, criou uma nova subdivisão na empresa do pai, que inicialmente se chamaria Falcon. A marca estava destinada a concorrer com Buick, Oldsmobile e Pontiac (subdivisões da GM), tal como a Ford fazia em relação à Chevrolet e a Lincoln em relação à Cadillac. O símbolo da nova marca era Mercúrio, deus da mitologia romana que protegia os comerciantes.
O primeiro modelo, Mercury Eight, veio equipado com motor V8 de 95 cv e teve a produção paralisada durante a Segunda Guerra Mundial. Em 1955, James Dean dirigiu um Mercury 1949 no grande sucesso Juventude Transviada. A partir de 1960, a linha mudou, lançando carros menores e mais sóbrios, mas mantendo um certo luxo, com Comet e Meteor.
Nos anos 1970, a crise do petróleo afetou a marca, uma vez que o consumidor passou a preferir carros que consumiam menos gasolina. Nos anos 1990, começou a decadência da Mercury, mas apenas em 2010 foi anunciado seu fim, após a produção de 21 milhões de veículos. A Ford alegou que focaria recursos na marca central e também na ampliação da marca de luxo Lincoln. (C.F.)

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