Todo motorista tem as suas manias, crendices e ''certezas'' quando o assunto é a manutenção e o desempenho do seu carro. O caso mais recente vem sendo a utilização de álcool em carros movidos a gasolina, o que, segundo os ''inventores'', não traz qualquer problema ao motor e resulta em grande economia no fim do mês.
As lendas do meio automobilístico são as mais diversas: misturar querosene no álcool para evitar corrosão das peças, colocar naftalina no tanque esperando com isso uma melhora no desempenho, utilização do ponto morto para economizar combustível, e aquela velha mania de acelerar o carro antes de desligá-lo. A Folha ouviu alguns profissionais de Londrina e eles foram unânimes em contrariar essas práticas empíricas.
O chefe da oficina da Cipasa, revenda autorizada Volkswagen, José Carlos da Silva, disse, por exemplo, que qualquer substância misturada ao combustível ''tem potencial para trazer mais danos do que benefícios'' ao veículo. Ele conta que alguns motoristas adicionavam querosene no tanque do carro a álcool com objetivo de evitar corrosão do carburador. Ele enfatiza que a montadora é ''terminantemente contra esse tipo de prática''.
A orientação do chefe da Cipasa é compartilhada pelo mecânico da Bella Via/Marajó Automóveis, concessionária Fiat, Maurício Neves. ''Se a pessoa adicionar querosene ao álcool, esse óleo vai virar uma graxa e acabará descendo para o motor ou ainda pode entupir o bico da injeção, fazendo com que o carro começe a falhar'', alertou.
Confira mais dicas no quadro abaixo.

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