A presença dos freios ABS ainda é restrita a carros importados e modelos top de linha das marcas nacionais. Por isso, o tradicional freio a disco ainda domina os veículos que trafegam pelas ruas e estradas brasileiras. Especialistas são categóricos ao afirmar que poucos motoristas se preocupam com a manutenção preventiva dos freios, o que pode ser um descuido perigoso.
''O principal motivo da falta de eficácia dos freios é a manutenção. O motorista só leva o carro na oficina quando está numa situação crítica. Como toda manutenção preventiva, o carro ganha eficiência e gasta menos caso apareça algum tipo de problema. Sem contar que o descuido compromete outros sistemas ligados ao freio'', explica Danilo de Azevedo, proprietário da oficina Lael.
A maior reclamação dos motoristas, segundo ele, é a com relação ao barulho. ''Nessa hora ele desconfia que o freio está com problemas'', pontua. Azevedo cita um dado curioso. Em inspeções obrigatórias, como por exemplo, na hora de fazer a conversão de um carro para o GNV, o maior motivo de reprovações estão relacionadas a esse item.
Outro detalhe importante é observar a situação do freio de mão. Na hora de testar a alavanca, ele deve estalar até quatro vezes. ''Esse é o ponto ideal'', ensina. ''Se for até lá em cima, significa que já não está mais segurando bem'', completa.
Com relação às pastilhas, ele observa que o desgaste na cidade é maior que na estrada, pois o veículo para mais vezes. ''O ideal é substituir a pastilha e o disco com frequência'', aconselha. Trocar o óleo do freio a cada 15 mil quilômetros é um ponto importante da manutenção preventiva. ''Já o fluído deve ser trocado de acordo com o critério dos fabricantes'', finaliza. (R.O.)

mockup