Curitiba - As constantes chuvas deste período do ano, obrigam o motorista a usar mais vezes o limpador de pára-brisa. E mesmo dependendo do equipamento para uma boa visibilidade, tem muita gente que insiste em não manter em ordem as palhetas responsáveis pela retirada da água que cai no vidro. Com isso, o motorista coloca em risco a sua segurança e ainda pode ter prejuízo com a queima do motor que comanda o limpador.
A troca das palhetas deve ser feita uma vez por ano, mas esse prazo pode ser mais longo ou mais curto dependendo dos cuidados que se tem com o produto. Se o carro fica mais tempo guardado em garagens e não sofre com a ação do sol, a palheta pode até durar mais que um ano. Se o carro fica muito tempo no sol, a durabilidade será menor.
Além disso, o motorista também pode melhorar a durabilidade e a eficiência das palhetas usando um produto específico para isso. Basta adicioná-lo no reservatório de água destinada à limpeza do pára-brisa. ‘‘É um produto chamado limpa-párabrisa, que evita o ressecamento da palheta e faz com que ela deslize melhor sobre o vidro, melhorando a visibilidade para o motorista’’, explica Vilmar Fernandes Marques, da Barigui Veículo, revenda Fiat em Curitiba.
Segundo Marques, é melhor usar o produto em vez de detergente ou até sabão em pó como algumas pessoas costumam usar. ‘‘Sabão ou detergente escorrem até a lataria e podem manchar a pintura.’’
Um dos cuidados é quanto aos lava-rápidos, que costumam usar produtos químicos. ‘‘Eles provocam o ressecamento da palheta’’, diz Adriano Antenor, da
Auto Vidros Curitiba.
A manutenção da palheta também evita problemas no motor que aciona o limpador. Quando a palheta está gasta, ela trepida no vidro, o que força mais o motor, podendo até queimá-lo, o que será prejuízo na certa. ‘‘O jogo de palheta custa em média R$ 40,00. Já um motor de acionamento do sistema pode custar até R$ 350,00’’, afirma Everson Luis Lovato, mecânico da Auto Equipe, em Curitiba.
Esse problema pode ser agravado pelo uso das palhetas duplas, que surgiram no mercado há algum tempo com a promessa de serem mais eficientes. ‘‘Elas não limpam mais do que as normais, mas se agarram mais ao vidro, exigindo mais força do motor’’, diz Lovato.
Outro problema apontado pelos especialistas é quanto ao manuseio do braço que sustenta a palheta. Na hora de levantar o conjunto para lavar o pára-brisa, por exemplo, tem muita gente que deixa o braço cair no vidro, o que pode entortá-lo. ‘‘Com isso, a palheta também pode ficar desalinhada e pressionar mais o vidro, também forçando o motor.’’
Se a palheta estiver gasta, a durabilidade do pára-brisa também pode diminuir, já que surgem riscos que vão fazendo o vidro ficar fosco. O problema se agrava quando vão se acumulando sujeiras, como poeira, na borracha.

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