Maioria compra os automóveis para revender
Algumas pessoas entram no leilão porque querem fazer dele um negócio rentável. É o caso do advogado Levi Sottomaior, que há uns dois anos já participa de leilão e acumula hoje um total de 21 carros espalhados nas lojas para vender. ''Compro desde Fiat Mille até Mercedes. Para mim, está sendo um bom negócio'', explica.
Sottomaior compra em média, a cada leilão, três carros. Para realizar um bom negócio, ele diz que é importante tomar alguns cuidados, como ir antes do leilão e dar uma analisada geral no carro. ''Eu faço uma ficha de cada carro que me interessa. Nela, coloco quanto vai sair para arrumar o que está estragado, o preço de mercado dele, e até quanto posso pagar para o negócio valer a pena'', diz, revelando que, em alguns casos, já se deu mal.
Uma dica importante dada por Sottomaior é levar um mecânico para ver o carro. ''Já que não dá para ligar o automóvel, um mecânico pode ajudar na vistoria.''
O militar E.C.P.M., que prefere não se identificar e também compra carros para revender, também diz que levar um especialista sempre ajuda. Mas faz uma ressalva, dizendo que a sorte é muito importante. ''É uma loteria. Levar alguém é bom, mas não é tudo. As vezes, o motor até está Ok, mas há outros problemas que só vão ser descobertos depois.''
Mesmo quem frequenta leilões para comprar carros e depois revendê-los, vê, além da possibilidade de comprar um carro ruim, outros pontos que podem dificultar o negócio depois. Para o autônomo José Maetsuka, um exemplo é a demora do documento, que, dependendo do leilão, pode sair só depois de 30 dias. ''Para a gente que compra para revender, isso atrapalha muito.''
Para o aposentado Acir W. Biscaia, que já comprou uns 50 carros em leilão, uma das maneiras do comprador ter mais garantias na compra do carro é participar de leilões de empresas idôneas. ''O leiloeiro é o intermediário entre o banco e o comprador. Por isso, é muito importante procurar leilões idôneos. Pelo menos, é uma garantia que o documento vai sair'', diz,





