Os dias estão cada vez mais quentes e com a proximidade do verão, a vontade de cair na água aumenta entre os londrinenses. Muitas famílias veem nos passeios de lancha e jet ski uma alternativa para aplacar o calor, além dos tradicionais mergulhos na piscina. E a opção por modelos mais baratos tem impulsionado as vendas de equipamentos náuticos em Londrina.
Segundo Anthony Bordignon, representante de marketing da concessionária Gold Fish, o mercado tem crescido regularmente a cada ano na cidade, principalmente em função do clima favorável e da proximidade a rios e represas. "Antes era a classe mais alta que comprava, mas hoje a classe média está ingressando neste mercado porque existem equipamentos com preços mais acessíveis", justifica.
Ainda conforme Bordignon, já são comercializadas na cidade lanchas do segmento de entrada a partir de R$ 36 mil. "Temos o modelo V160 Ventura de 16 pés, com motor, que acomoda até cinco pessoas", cita o representante de marketing, lembrando que o financiamento em até 18 vezes para jet skis e em 60 vezes para lanchas também é um facilitador das vendas.
Ele ressalta que hoje as famílias não precisam ter uma propriedade à beira de um rio, lago ou mar para possuir uma lancha ou moto aquática. "É possível deixar o veículo em uma marina sem ter a dor de cabeça de ter que cuidar", afirma.
De acordo com Bordignon, na Gold Fish, representante oficial da montadora canadense Sea-Doo em Londrina, a busca maior é por jet skis. "Trabalhamos com uma linha de entrada que é até 40% mais acessível, custando a partir de R$ 23,9 mil."
E a preferência por determinado veículo muda entre os diferentes clientes: os mais velhos priorizam bancos mais confortáveis, enquanto os mais jovens querem veículos mais curtos e mais ágeis, que sejam mais fáceis de manusear.
Outra vertente que faz sucesso na Gold Fish é a linha de quadriciclos, que podem ser usados em trilhas e como equipamento de trabalho em fazendas. "Os spiders, triciclos invertidos, chamam a atenção do público mais velho, pois a sensação é a mesma de estar pilotando uma moto, só que com mais segurança."
Conforme Bordignon, apesar da maioria dos clientes chegar decidida sobre qual modelo comprar, muitos optam por testar o veículo no lago Igapó antes de comprar. "É quando o cliente tira todas as dúvidas."
O representante de marketing explica que os modelos mais vendidos na concessionária são a lancha V160, "de casco mais agradável, com motor menor e mais veloz, que atrai um público mais jovem e esportivo", e o jet ski Spark, "que é mais leve e resistente, tem 900 cilindradas e proporciona uma navegação gostosa. Por ser um veículo curto, atrai o público jovem, porque é mais gostoso de brincar".
Além dos modelos de entrada, a concessionária oferece lanchas maiores, de 41 pés, que podem chegar a R$ 1,5 milhão, e jet skis com até 260 cavalos de potência e piloto automático, que custam R$ 87 mil. "A lancha mais cara que já vendemos foi uma de 35 pés que custa R$ 700 mil", finaliza Bordignon.

Test drive

O empresário Rafael Marcolino Castro Silva, 29 anos, começou a pilotar motos aquáticas há apenas três meses e resolveu comprar um jet ski para incrementar os momentos de lazer nos fins de semana na chácara da família, em Porecatu. "Na verdade vou usar em todo lugar, na chácara, no Igapó, no mar", diz.
Ele escolheu o modelo Spark após realizar um test drive. "Primeiro me chamou a atenção o preço, mas o modelo é muito fácil de pilotar e permite manobras bem agressivas, além de ser leve para transportar", descreve Silva, que gosta de pescar e também tem um barco.
"Brincava bastante no jet ski de um amigo até eu e minha namorada decidirmos comprar um também. Temos até uma prancha de manobra para brincar na água", declara o empresário, confessando que demorou apenas 15 minutos para aprender a pilotar a moto aquática. "Todo mundo da família brinca nele, é bem divertido", resume Silva.

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