LS 400 é o modelo top de linha da marca
A Toyota só vai trazer para o Brasil o modelo mais refinado da Lexus, LS 400, e o mais simples, o ES 300. Em outros mercados, como o americano, entretanto, a marca comercializa mais dois modelos intermediários entre os carros que serão importados para cá: o GS 300 e o SC 300/400.
O GS é um sedã de linhas semelhantes às do ES 300 e também tem um motor de 3.0 litros. Este propulsor entretanto é diferente do usado no modelo mais simples e ao invés da forma em V apresenta seis cilindros em linha. A potência é de 230 cv que fazem o carro chegar aos 230 km/h. O modelo só é 5 cm mais curto que o LS 400 e possui uma mescla de itens de conforto do ES 300 com o top de linha.
A vertente esportiva da família é o cupê SC, de linhas mais arrojadas e que oferece duas opções de propulsor. O mais calmo é o de seis cilindros em linha, com 225 cv do SC 300. Chega a mais de 230 km/h. Esta marca pula para mais de 250 km/h no SC 400, graças ao V8 de 4.0 litros com 260 cv, o mesmo do LS 400. Os motores são distintos, mas as versões são parecidas e têm os mesmos requintes dos outros Lexus.
Além dos carros de passeio, a marca estreará em 97 no campo dos sport utilities com o LX 450. O novo utilitário tem o porte e design semelhantes ao do Nissan Pathfinder, só que com linhas mais retas. Ele tem tração nas quatro rodas, o tradicional luxo da Lexus e motor 4.5 de 212 cv.
Ter uma subdivisão para cuidar dos carros que competem no segmento de luxo não é privilégio da Toyota. Outras grandes montadoras mundiais também delegam a outras marcas sob o seu controle a responsabilidade pelos veículos mais requintados. A também japonesa Honda é uma das que usam este artifício. Sob o nome de Acura, a marca apresenta versões luxuosas dos seus modelos. Como o Acura TL, que nada mais é que o Accord, e o RL, que é um Legend mais refinado.
No caso das americanas Ford, que controla a Lincoln, e a GM, com a Cadillac, a semelhança entre os modelos da subdivisão e matriz não é tão grande. Ao contrário da Acura, que foi criada pela Honda, as tradicionais marcas de luxo foram compradas depois de já terem uma imagem formada junto ao consumidor. Como as marcas representam um dos vértices do american way of life, as controladoras mantém o estilo clássico, que marca as banheiras tipicamente americanas.





