Londrinenses criam aparelho para testar combustível
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sábado, 02 de agosto de 2003
Erika Zanon<br> Reportagem Local 
O técnico em eletrônica Vinícius Benedet desenvolveu em parceria com o engenheiro eletrônico Mário Munslinger um aparelho que analisa a qualidade da gasolina comum. O aparelho que recebeu o nome de Tecom (teste de combustível) foi estudado durante dois anos e começou a ser vendido no mercado esta semana, pelo preço de R$ 197,00.
O aparelho auxilia o consumidor na hora de abastacer o veículo, analisando se a gasolina adquirida está dentro dos padrões estabelecidos pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), que regulariza os postos de combustível do país. De acordo com a ANP, a gasolina comum deve ter a proporção de 25% de álcool anidro e de 75% de gasolina. A tolerância é de 1% para mais ou para menos.
O aparelho analisa o combustível através de um sensor metálico, que colhe as informações do produto. Para funcionar, o invento precisa de uma bateria de 9 volts. Além disso, a demonstração da qualidade da gasolina se dá através de luzes externas acopladas ao aparelho. As de cor verde demonstram que a gasolina está dentro do padrão. As amarelas indicam que o combustível não está em conformidade com as normas da ANP. Já as luzes vermelhas, que também emitem um som, mostram que o combustível foi adulterado. ''O som é parecido com o de um apito e serve para alertar o consumidor'', ressalta Benedet.
O objetivo principal, de acordo com Benedet, é ajudar o consumidor a não ser enganado pelos distribuidores de gasolina. Ele lembra que um combustível de má qualidade pode causar diversos problemas ao carro ''como perda de desempenho, maior consumo de gasolina e desgaste de peças do motor''.
Segundo o técnico em eletrônica, foram testados combustíveis de diversas partes do país. ''A gente chegou a comprar gasolina de boa qualidade para adulterar e realizar o teste'', completou.
Dados da ANP colocam o Paraná no 11º lugar no ranking dos estados com maior número de postos que utilizam gasolina adulterada. O Rio Grande do Sul está em 8º lugar e Santa Catarina em 19º. Ainda de acordo com a agência, pela pesquisa realizada no mês de junho, os mercados que mais preocupam, tanto pelo seu porte quanto pelos seus índices de não conformidade encontrados, são os de São Paulo, Piauí e Pernambuco.
A assessoria de imprensa da ANP informou que os consumidores também podem realizar o teste que indica a qualidade do combustível, em qualquer posto do país. Os estabelecimentos que fornecem o produto são obrigados a ter um equipamento de teste, aprovado pela agência, e o consumidor não paga nada pelo serviço.
De acordo com o técnico em eletrônica, Vinícius Benedet, o aparelho que ele desenvolveu ainda não foi testado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro).


