Londrina recebe hoje 2ª Fusqueata
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domingo, 26 de janeiro de 2014
Vinícius Fonseca<br> Reportagem Local 
Para comemorar o Dia Nacional do Fusca - celebrado oficialmente em 20 de janeiro o Volkstreet Fusca Clube realiza hoje a "2ª Fusqueata da Cidade de Londrina". O evento tem início previsto para as 16 horas, na Rua Flaviano Zaneti, ao lado do pátio da Câmara Municipal.
A expectativa dos organizadores é reunir mais de 30 participantes, quantia alcançada em 2012, quando foi realizada a primeira edição da festa. Segundo Emerson Nazaré de Almeida, diretor de relações públicas do clube, o Volkstreet tem seis anos de fundação e cerca de 120 membros.
Segundo ele, também poderão participar do evento donos de outros veículos de motor a ar, como kombis, brasílias e variantes, numa espécie de culto à marca Volkswagen. Operador de mercado financeiro, Almeida brinca que o Fusca é um carro que nunca sairá de moda. "No encontro, até quem comparecer com o Novo Fusca será bem-vindo. Mesmo sendo mais moderno e tecnológico, o carro tem Fusca em seu DNA", crava o proprietário de um Fusca vermelho ano 1961, motor 1.200.
De acordo com informações da organização, ao chegar no ponto de encontro, o motorista receberá o mapa com o caminho que será percorrido por todos veículos. O percurso estimado é de aproximadamente 12 quilômetros, passando por vias importantes da cidade, como as avenidas Duque de Caxias, Juscelino Kubitscheck e Higienópolis.
Um fato curioso é que quem comparecer à fusqueata poderá ver diferentes modelos e estilos de fuscas. Almeida, por exemplo, conserva o seu 1961 no estilo Rat Look, que consiste em deixar aparecer no automóvel as marcas adquiridas durante os anos de uso, como manchas na lataria e outros sinais.
"Isso é o mais legal do carro. Apesar do mesmo nome, os modelos apresentam algumas diferenças e, conforme a escolha do proprietário, podem ficar mais diferentes, sem perder a essência", defende.
Diretor social do Volkstreet, o vendedor José Mario Vinhoto tem dois fuscas, um deles verde, ano 1972, motor 1500. Diferente de Almeida, o vendedor procura manter a originalidade do veículo. "Nos anos 1970, o Fusca era o carro que se via e isso me marcou muito. Hoje, como pude comprar, procuro manter a originalidade", afirma.
Vinhoto reconhece que, em comparação com os carros atuais, o seu 1972 não pode ser considerado um automóvel confortável, mas garante que nada é capaz de substituir o prazer de se pilotar o Volkswagen. "O Fusca é uma máquina de entortar pescoço. Onde se passa as pessoas querem olhar, seja criança ou idoso, todo mundo tem uma história com o Fusca e quer ver ou andar no carro", lembra.
Para o vendedor, cada pessoa tem uma razão para justificar a sua paixão pelo veículo. No entanto, ele argumenta que o popular Volkswagen tem vantagens que fazem qualquer um se render ao carro. "Hoje os carros estão evoluídos. No Fusca, cada curva aumenta a emoção de dirigir. Além do carisma que o próprio carro tem", diz.


