Londrina pode ter carro elétrico
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sábado, 22 de fevereiro de 2003
Mauricio Della Barba 
Eduardo Judas Barros, professor e coordenador do Núcleo de Estudos Afro-Asiáticos da Universidade Estadual de Londrina, está à frente de um grupo de investidores para viabilizar a importação de quatro veículos elétricos da Índia, fabricados pela marca Reva.
A idéia do empreendimento surgiu depois de uma viagem ao País e algumas voltas no pequeno veículo. ''Estes carros elétricos estão fazendo o maior sucesso nas ruas de Nova Delhi, Goa, Bangladesh e Hyderabad'', conta o professor.
O sucesso a qual Barros comenta é devido ao tamanho e versatilidade do veículo. Os pequenos carros elétricos Reva contam com espaço para dois ocupantes adultos e outras duas crianças. Sua estrutura é feita de chassi tubular e a carroceria é toda de plástico ABS flexível. ''O carro é ideal para uso dentro das cidades, pois além de ter tamanho compacto, é econômico, fácil de manobrar e não polui'', explica o porfessor.
Segundo Barros, a autonomia do carro é de 80 quilômetros, podendo atingir a velocidade máxima de 65 km/h. ''É o suficiente para se andar durante o dia. De noite, é só estacionar na garagem e deixar carregando na tomada'', conta. Segundo o professor, 80% da carga é obtida em 2 horas e meia e a carga total é dada em 6 horas.
Para carregar as oito baterias de 6 volts, basta uma tomada 220 volts. O próprio carro é equipado com um transformador que converte a corrente AC em DC, necessária para mover o motor. Para saber como está o estado das baterias e a carga ainda disponível, o motorista é avisado através de um indicador no painel. A potência do motor é de 13 Kw (kilowatts) o que representa cerca de 17 cv. ''O custo da energia necessária para a carga é bem menor que o preço da gasolina. Isso sem contar os gastos de manutenção e peças, como óleo e filtros, que no Reva inexistem'', diz.
O tamanho é outro detalhe curioso: mede 2,63 metros de comprimento, 1,32 m de largura, e 1,51 de altura. É pouco mais do que a metade do tamanho de um Ford Ka. Para dirigir o Reva é simples: basta acionar um seletor no painel e acelerar ou frear. Não há marchas e por ser elétrico, não gera resíduos e não polui o ambiente. Opcionalmente, o Reva pode ser equipado com ar condicionado e rádio-CD Player.
Barros acredita que as quatro primeiras unidades do Reva devam chegar em junho. ''Enquanto tentamos solucionar os entraves burocráticos, a fábrica vai realizar algumas mudanças no veículo, como a troca da posição do volante, que na Índia é do lado direito'', diz.
Para ser ''atraente'' ao bolso dos brasileiros, o professor espera baratear o custo do modelo. ''Na Índia o carro é vendido por 6 mil dólares, em virtude dos impostos locais. Pretendemos trazer para cá a um custo em torno dos 3 mil dólares, ou um valor entre R$ 10 mil a R$ 15 mil'', afirma Barros. O volume de importação a ser feita dependerá da lista de interessados.


