São Paulo - As estratégias para ampliar a clientela do segmento premium são variadas e vão além da oferta de produtos mais em conta para os brasileiros. A Audi inaugurou há duas semanas um "lounge" na Rua Oscar Freire, um dos endereços mais luxuosos da capital São Paulo. "O objetivo é criar experiências exclusivas com a marca, ampliar presença no País e criar conexões entre a Audi e o público brasileiro", diz o presidente da empresa, Jörg Hofmann.
O espaço tem vários atrativos, como exposição de modelos superesportivos, sala com o histórico da marca e loja de acessórios. Funciona de terça a domingo, das 10h às 19h, mas não realiza vendas. "O Audi Lounge é uma opção de entretenimento com programação variada, que inclui eventos de arte, gastronomia e tecnologia", acrescenta o executivo.
Outro grupo que atua no segmento premium com modelos importados da Coreia, o Caoa/Hyundai também inaugurou neste mês uma loja conceito na Avenida Sumaré, zona oeste de São Paulo. "É a primeira desse tipo na América do Sul", informa Ancelmo Borgheti, diretor da empresa. Há lojas similares na Coreia e na Rússia.
"É um espaço para o cliente mergulhar no mundo Hyundai", diz Borgheti. A área abriga sala interativa com simulador em que o cliente pode dirigir um veículo virtualmente, biblioteca com livros sobre o setor automotivo e a história da Hyundai e loja de acessórios.
O grupo Caoa, importador exclusivo dos modelos Hyundai, vendeu neste ano 23 mil veículos - com preços entre R$ 69 mil e R$ 320 mil -, volume 7% menor que o de 2013. "A queda deve-se a fatores como alta do dólar e consequente reajuste de preços e alterações na linha de modelos oferecida no País", justifica Borgheti.
Isoladamente, os modelos importados com preços acima de R$ 300 mil, entre os quais os super esportivos da Ferrari, venderam 1.550 unidades até maio, quase o mesmo volume de 2013, de 1.562 veículos, segundo a Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos (Abeifa).

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