Linhas discretas e bom acabamento são os destaques
No rápido teste realizado no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, o novo Passat mostrou-se confortável e seguro. A Volkswagen colocou apenas duas versões do sedã para avaliação da imprensa, o 1.8 aspirado e o 1.8 Turbo. As versões da Variant e do top 2.8 V6 não estavam à disposição.
À primeira vista, o Passat impressiona pela harmonia das linhas. Sua beleza é discreta e sem maiores exageros. Os contornos suaves e as perfeitas junções da carroceria mostram a qualidade de produção da fábrica alemã. Os pequenos detalhes em plástico preto que contrastam com a cor da carroceria combinam de forma agradável.
Na frente, o novo conjunto ótico é limpo e funcional, pois elimina a necessidade dos faróis de milha. A marca faz questão de salientar o coeficiente de arrasto (Cx) de 0,27, como o melhor da sua categoria. Atrás, a suavidade das linhas é visível pelo vidro traseiro, que só é quebrada pelo corte seco do porta-malas, que tem capacidade para até 475 litros (495 litros na Variant).
Por dentro, a Volkswagen enfim evolui. Longe do fraco acabamento utilizado na maioria dos carros produzidos pela marca no Brasil, o Passat traz requinte. Os encaixes dos revestimentos são precisos e os apliques em alumínio no console, no cinzeiro e nos puxadores da porta são atuais. A posição dos comandos dos vidros na porta é funcional, a iluminação de fundo azul no painel facilita a visualização e as aletas de saída de ar, que mais parecem persianas, são elegantes.
Já na pista, o Passat tem bom desempenho. As saídas são firmes e a potência do motor leva o carro a velocidades altas. A suspensão é macia, mas chega a ser meio mole nas curvas, fazendo o carro sair de leve, e os freios são bastante seguros.





