Limpeza química é a mais eficiente
Em casos graves de contaminação, ou se o motorista ou passageiros forem alérgicos ou mais sensíveis a problemas respiratórios, a solução é mesmo uma limpeza mais pesada, com desmontagem do equipamento. A limpeza química diminui a necessidade dessa higienização mais cuidadosa, mas há casos em que só ela resolve o problema. É mais cara, mas tem uma eficiência bem maior e por mais tempo, explica Hertel.
Os principais elementos do sistema de ar-condicionado de um veículo são o compressor, evaporador, condensador e o filtro anti-pólen. O condensador pode sofrer obstrução por acúmulo de poeira em suas aletas, podendo até elevar o consumo de combustível.
O bactericida usado nesses casos é mais forte e alguns dos componentes chegam a ficar de molho na solução por algum tempo. Os dutos também são lavados, com ajuda de água e ar comprimido.
Além de ser bem mais caro (R$ 300, em média), demora, em média, dois dias, já que é preciso desmontar todo o painel do veículo e retirar algumas peças do sistema para a limpeza.
Uma dica fácil e que garante a qualidade do ar é a secagem do evaporador. Três quarteirões antes de parar o carro, o motorista deve desligar o ar-condicionado e manter funcionando apenas a ventilador. O vento seca o equipamento. Sem umidade, as chances de as bactérias e fungos se reproduzirem é muito menor.
Alguns motoristas podem querer secar o ar-condicionado com vento quente. O processo pode ser arriscado, sobretudo se esse equipamento não é usado com frequência. Em alguns carros, o sistema é acionado por uma válvula ligada ao sistema de arrefecimento do motor. Assim, como tudo o que não é usado com regularidade, esse componente pode falhar na hora que é exigido. Se não emperrar na hora de ligar, pode parar de funcionar quando desligado. Para evitar problemas como esse, ligue o ar quente de vez em quando para ver se o sistema está funcionando bem. (M.D.B.)





