DivulgaçãoO novo modelo Ol’Boy da Harley-Davidson custa US$ 32.900Elas simbolizam o sonho americano de liberdade desde os anos 50 e ainda não perderam o encanto. Afinal, qual é o segredo das legendárias motocicletas Harley-Davidson, que deram à fabricante norte-americana um faturamento de US$ 1,53 bilhão no ano passado (crescimento de 13,4% em relação a 95)?
‘‘Independência e liberdade - é isso que oferecemos aos nossos clientes. Além disso, há uma relação muito próxima entre o dono e a moto. Cada Harley é uma jóia pessoal do proprietário’’, define o presidente mundial da Harley-Davidson, Richard Teerlink. Ele esteve na semana passada no Brasil, participando do congresso da Fenabrave, em São Paulo.
O executivo observa que o que importa nos 22 modelos oferecidos pela empresa ‘‘não é a velocidade, mas tem a ver com gozar a vida e estar em contato com a natureza’’.
Com 5 mil empregados e sede instalada em Milwaukee, Wisconsin, a Harley-Davidson produziu 118.771 motocicletas no ano passado. Os planos de crescimento prevêem a montagem de 145 mil unidades no próximo ano e 160 mil em 99. A companhia está investindo US$ 80 milhões na construção de uma fábrica em Kansas City. Com a nova unidade, pretende elevar a capacidade de produção para 200 mil motos por ano até 2003, ano do centenário de fundação da companhia, única fabricante de motos norte-americana.
O Brasil é o campeão de vendas da Harley na América Latina (que responde por 10% da produção total da fábrica). A Izzo, única revenda no País, comercializou cerca de 300 motos em 96 e pretende dobrar esse número para este ano. Os modelos da marca variam de US$ 13,5 mil a US$ 34 mil. O prazo de entrega varia de 20 dias a seis meses - as mais procuradas são as de 650 cc.
Para atender a legião de fãs da moto, a companhia também investe na distribuição de acessórios, roupas e peças genuínas da marca. Talvez por isso, a grande maioria dos clientes da Harley tem características muito parecidas - desde a surrada jaqueta de couro até os cabelos compridos, além da calça jeans e das tatuagens. Em 96, a venda desses produtos representou uma receita de US$ 210 milhões. Atualmente, 80% do faturamento da empresa é obtido com a venda de motos, 14% com peças e acessórios e 6% com roupas.

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