'Leva-se quase um ano para tirar a carteira'
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sábado, 25 de fevereiro de 2012
João Fortes <br> Reportagem Local 
A palavra superação já é bem conhecida por pessoas com deficiência física. E a superação de obstáculos também será necessária na hora de tirar a carteira de habilitação para poder dirigir um carro adaptado.
A maior parte do processo segue o trâmite comum a todos, exceto por um detalhe: o Detran faz um exame especial para definir que tipo de adaptação o candidato precisa. A taxa é de R$ 75. O maior problema, porém, é que no Paraná o exame só pode ser feito em Curitiba.
''Ou você gasta para ir de avião ou para dormir lá. É complicado. Sem contar que é tudo muito demorado, depois de fazer o exame levei uns dois meses para poder continuar o processo. Leva-se quase um ano para tirar a carteira'', afirma o auxiliar administrativo Anderson Nogueira, que já está na quarta aula prática da autoescola.
Nogueira convive com a limitação de movimentos na perna esquerda, devido à poliomelite. Depois que sua esposa ficou grávida, ele percebeu a necessidade de dirigir e acabou encontrando um centro de condutores que conta com um carro adaptado em Londrina. Quando tirar a carteira, ele sabe que a vida será bem diferente. ''Com a liberdade de ir e vir, certamente a pessoa se sente bem melhor'', declara.
Segundo a instrutora de autoescola Rosângela Gonçalves, Nogueira deve ir bem quando chegar a hora da prova prática. ''Ele está indo muito bem. Os alunos com deficiência física geralmente são mais dedicados'', ressalta. (J.F.)


