No anseio de atender um público fanático por carrões americanos, a Ford decidiu, em 1967, iniciar a fabricação do Galaxie, modelo americano com mais opções de motorização, já que nos EUA chegaram a existir até 12 versões para o modelo, inclusive com motores de 375 cavalos.
Apesar de apresentar números que impressionam no que ser refere à potência, o Galaxie mostrava um desempenho modesto. Seu motor de 164 cv com torque de 33,4 kgfm não conseguia fazer com que o carro acelerasse de 0 a 100 km/h em menos de 13 segundos, na versão com câmbio mecânico.
O lançamento do Galaxie no Brasil forçou todas as montadoras a rever seus conceitos de carro grande. Moderno, o Galaxie foi trazido ao país exatamente como era fabricado nos EUA, ao contrário dos costumes - até hoje vigentes - de adaptação aos padrões nacionais.
Em 1968, o Galaxie ganhou uma versão mais luxuosa, designada LTD (de Limited), e uma versão mais potente de motor, agora com 190 cv. Nesse mesmo ano, o carro já incorporava inovações tecnológicas de primeira linha, como volante deformável e painel de poliuretano. O comprador ainda poderia comprar um carro com ar condicionado, relógio elétrico e direção hidráulica. Também foi o primeiro carro do país a oferecer opção de câmbio automático.
O Landau, versão mais conhecida do Galaxie, foi lançada em 69. O nome era alusivo às antigas carruagens francesas, que possuiam dobras na capota capazes de fazer com que esta se dobrasse metade para frente e metade para trás. Nesse mesmo ano, ganhou sua versão de motorização mais potente, um V8 canadense de 198 cv, usado no Ford Maverick. Sua maior modificação no estilo aconteceu em 1976, quando os faróis foram alinhados horizontalmente e as lanternas trazeiras foram divididas em três cubos.
Infelizmente, no final da década de 70, o Landau sofreu uma significativa retração nas vendas, por causa da nova tendência do mercado nacional, de se fabricar veículos com baixo consumo de combustível. A fim de adaptar seu top de linha ao novo mercado, a Ford chegou a produzir um modelo movido a álcool, embalada pelo programa de estímulo ao consumo do novo combustível, no final do regime militar.
Neste mesmo período, o Galaxie parou de ser fabricado, e o Landau passou a ser oferecido somente na versão com câmbio automático. E depois de 78 mil unidades vendidas, tendo servido oficialmente a três presidentes e ao papa, sua linha de produção foi encerrada, no início de 1983.

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