Landau 1979 dos avós também ganhou reforma
Além do Galaxie 500, o médico João Fernando Góes Caffaro Filho restaurou um Landau, ano 1979, que pertenceu aos seus avós. ''Era o carro do dia a dia da minha família'', justifica. Ele conta que a máquina ficou encostada muitos anos e além do motor ter fundido, partes como a caixa de ar e assoalho começaram a apodrecer.
''Foi um carro que passou por mim e pelo meu irmão. Foi o primeiro carro de quase todo mundo da família'', recorda. Como já havia ''encontrado o caminho das pedras'', a restauração foi mais rápida. E custou menos, cerca de R$ 18 mil. ''A mecânica estava em melhores condições se comparado ao Galaxie 500. Em um ano estava pronto'', afirma.
O médico acredita que, além de um hobbie prazeroso, o restauro é uma forma de gastar aos poucos altas quantias em dinheiro e fazer amigos.
O que me dá prazer é comprar em más condições e refazer. O gostoso está aí. Comprar pronto perde a graça. E nisso você faz uma série de amizades'', contextualiza Caffaro Filho.
Moraes observa que o mercado de colecionadores vai desde profissionais liberais com estabilidade financeira até ''pessoas comuns, que economizam anos para reformar o carro que pertenceu aos avós para rodar pela cidade''. ''Isso acontece até com quem não tem outro carro para andar'', destaca.
O dono da oficina acredita que o gosto pela profissão está na satisfação em deixar em perfeitas condições um carro fadado ao ferro velho. ''Isso é que faz continuar na área'', conclui. (R.O.)





