Land Rover abre fábrica em São Paulo
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sábado, 03 de outubro de 1998
Agência Estado 
A Land Rover inaugurou sexta-feria uma linha de montagem em São Bernardo do Campo, com capacidade para produzir 2,5 mil picapes Defender por ano. A montagem dos veículos, com peças importadas da Land Rover inglesa, funciona dentro da fábrica da Karmann-Ghia do Brasil. A Land Rover, empresa do grupo Rover, subsidiária da BMW AG, investiu cerca de US$ 10 milhões para iniciar a produção no Brasil. A Karmann-Ghia alugou suas instalações e equipamentos e vai prestar serviços de montagem, com 100 operários contratados para a nova linha.
A produção local, inicialmente com apenas 21% de índice de nacionalização, não vai significar redução dos preços das picapes Defender, hoje importadas. O preço de venda dos veículos vai continuar variando de R$ 29 mil a R$ 45 mil. A empresa não teme perder dinheiro em decorrência da alta dos juros e do pacote fiscal que deve ser anunciado após as eleições.
O segmento de veículos 4x4 (com tração nas quatro rodas) está em franco crescimento no mundo inteiro e tem muito espaço no mercado brasileiro, afirmou John Byers, presidente da empresa. Se o nosso veículo fosse um popular massificado teríamos grandes dificuldades, pois este mercado já está saturado. Dentro do chamado regime automotivo, a montadora se compromete a ampliar o índice de nacionalização dos seus produtos até chegar a 60% em quatro anos. Em troca recebe benefícios fiscais como o imposto de importação reduzido. O valor importado será compensado com exportações futuras para outros mercados do Mercosul. Além do motor e chassi comprado da Maxion, a empresa está negociando com outros fornecedores de pneus e componentes de plásticos.
As peças da carroceria, estampadas de alumínio, não serão nacionalizadas. A produção é muito pequena e o processo exige alta tecnologia, explica Byers. Ele defendeu a necessidade de definição das novas regras do regime automotivo dos países do Mercosul, tendo em vista que as regras atuais valem apenas até o fim deste ano. Segundo o presidente da Land Rover, a opção por produzir em São Bernardo foi decidida em função da disponibilidade de mão-de-obra qualificada, proximidade com a cidade de São Paulo, onde está o maior mercado consumidor e também com o porto de Santos.


