No último fim de semana, a reportagem da FOLHA passeou a bordo da versão top de linha da Mitsubishi L200 Triton 2014, cedida pela concessionária Mizumi, de Londrina. Por ser uma caminhonete bastante robusta, a sensação de não dar conta de dirigir um carrão daquele tamanho foi a primeira coisa que passou pela cabeça da repórter. Mas inspirada pela vontade de colocar a caminhonete na estrada e testar toda a potência do motor de 3.2 l de 180 cv e 38 kgfm de torque, lá foi a reportagem rumo ao litoral. Foram mais de 1,6 mil quilômetros rodados em dois dias e a certeza de que a Triton dá conta de qualquer escapada, seja para as areias da praia ou a terra do off-road, seja no sol ou na tempestade.
O modelo testado tinha câmbio automático, o que facilitou bastante a viagem, deixando a condução muito mais confortável. Mas descer a serra rumo ao mar mostrou-se o momento perfeito para acionar a alavanca que permite realizar trocas de marchas manuais e foi tão fácil operá-la quanto usar o câmbio automático. Para aumentar a marcha, bastava dar um toque para cima, em direção ao sinal de positivo. Para diminuir, bastava fazer o movimento contrário, em direção ao sinal de negativo. A resposta do motor correspondeu bem, tornando a condução um tanto quanto esportiva, em meio às curvas da serra. Na volta, o sistema foi testado novamente e respondeu da mesma forma, de maneira bastante competente, na subida.
Outra função que chamou a atenção durante a viagem foi a tração nas quatro rodas. Em um dos passeios, foi preciso subir em uma estrada de terra bastante íngreme rumo a um mirante que dava vista para toda a praia. No caminho, foi normal ver carros compactos com dificuldade em subir o terreno, enquanto a Triton tirava a estrada de letra. Na descida, a mesma coisa. Foi possível realizar o passeio muito mais rápido e com mais segurança graças à tração. O sistema conta com uma alavanca localizada ao lado do câmbio e para acioná-lo, basta dar um toque. Em seguida, um sinal indicativo de que a tração foi acionada aparece no painel. Quando o sistema é desligado, o sinal desaparece.
Com amortecedores hidráulicos, o sistema de suspensão foi o que menos impressionou a reportagem, já que foi possível sentir todas as imperfeições do asfalto nos trechos em que a estrada estava mais esburacada. A caminhonete chacoalhou bastante, mas nada que não se esperasse de um modelo robusto como este. O ronco do motor também sempre nos fez lembrar que estávamos dentro de um veículo comumente utilizado em trabalhos pesados, como em propriedades rurais, e que sua configuração não é a mesma de um carro de passeio. Ainda assim, a L200 é bastante confortável e conta com opcionais que deixam qualquer viagem mais interessante.
O modelo top de linha HPE Diesel AT testado contava com kit multimídia que agregava GPS, Bluetooth, rádio, CD, DVD e entradas para USB e iPod, além de acesso ao telefone. O ar-condicionado automático, acessado por três botões arredondados no painel central – e que conferem um charme a mais ao modelo - "gelou" o interior do carro nos momentos de muito calor e também demonstrou um "poder" desembaçador nas horas de chuva forte, quando mal se via o carro da frente, garantindo mais segurança à condução.
A L200 Triton é vendida a partir de R$ 76.990 a versão mais simples, HLS, chegando a R$ 126.990 o modelo top de linha, HPE Diesel AT, testado pela FOLHA. As versões intermediárias custam R$ 91.990 (GLX), R$ 99.990 (GLS),
R$ 103.990 (HPE Flex AT) e
R$ 116.990 (HPE Diesel MT).

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