L200 e Ranger ganham novos motores em 2002
PUBLICAÇÃO
domingo, 06 de janeiro de 2002
Mauricio Della Barba 
O mercado de picapes no Brasil é disputado palmo a palmo pelas montadoras. Chevrolet S10, Ford Ranger, Toyota Hilux e Mitsubishi L200 fazem um duelo digno e muito intenso, onde quem sai ganhando é o consumidor.
A chegada da S10 com motor MWM 2.8 turbodiesel de 132 cv - considerado então o mais potente da categoria - serviu para alavancar as vendas da picape e deixar suas adversárias para trás. As vendas da S10 representam mais que 50% de todo o segmento.
Para evitar a disparada, as outras montadoras correram atrás do prejuízo e lançaram algumas novidades. A Toyota reformulou sua linha Hilux e ampliou o leque de motores e carrocerias, no final de 2001.
Agora é a vez da Ford e Mitsubishi. As duas marcas ainda não realizaram o lançamento oficial dos seus novos modelos, o que deve acontecer ainda este mês. Mesmo assim, já é possível encontrar as versões quentes da L200 e da Ranger com os novos motores nas concessionárias autorizadas.
A Ford, depois dos novos motores gasolina para a Ranger, agora passa a oferecer um novo Maxion 2.8, turbodiesel de 135 cv fabricado em Córdoba, Argentina. Coincidência ou não, o novo motor tem a mesma cilindrada da sua maior concorrente, a Chevrolet S10 diesel, também um 2.8 litros, porém feito pela MWM e com 132 cv.
Até então, a picape Ford utilizava um robusto 2.5 turbo, também Maxion, de 115 cv - o mesmo motor usado pela Mercedes Sprinter e Land Rover Defender. Além do ganho na potência, a Ranger traz bons 38,2 kgfm de torque a 1.400 rpm - mais força até que os 38 kgfm da nova Ranger V6 a gasolina, de 210 cv.
Esse propulsor veio de dois anos de projeto conjunto, entre Maxion e Ford, e custou cerca de US$ 10 milhões, sendo desenvolvido com base nas tecnologias de inúmeros motores diesel do mercado mundial. Foram desmontados diversos motores concorrentes para descobrir o melhor de cada um e aplicar nesse Maxion 2.8.
Com tudo isso, para ir de 0 a 100 km/h, a nova Ranger Turbo leva 13,8 segundos, atingindo 165 km/h de máxima. A 2.5 turbo anterior gasta 17,2 seg para os 100 km/h e chega a 145 km/h. Além do motor, a picape passou a utilizar nova transmissão, com carcaça do câmbio em alumínio e embreagem reforçada, que também alivia a esforço no pedal (segundo a fábrica, em cerca de 20%).
A Ranger também ganhou novos acertos de suspensão, ficando menos saltitante e mantendo boa estabilidade. As versões diesel (XL e XLT) ganharam eixo traseiro autoblocante, o mesmo da V6. O equipamento serve para impedir perda de tração em apenas uma roda traseira, fácil de acontecer devido ao alto torque. Assim, se distribui a força por igual impedindo eventuais perdas de tração em terrenos com barro ou areia.
O visual da Ranger mudou pouco. Entre as diferenças externas estão apenas lentes transparentes dos piscas e lanternas traseiras fumê, além do logotipo Power Stroke Turbo na traseira. Internamente tudo igual nesta picape montada na Argentina.


