Quando foi idealizada, ainda nos anos 40, a Kombi era projetada para atender com praticidade a população. Cerca de uma década após os primeiros traços do projeto, a Volkswagen começou a produzi-la na Alemanha sem imaginar o sucesso que posteriormente a van faria em terras tupiniquins.
Aqui, desde 1957, a Kombi coleciona fãs e funções. Para muitos profissionais significa a garantia do sustento, se tornando até mesmo uma marca registrada do negócio.
O eletricista automotivo Denis Willian Modesto Alves, proprietário de uma Kombi 2011, diz que o veículo, personalizado, funciona como uma oficina e atende chamados a qualquer hora do dia. ''Tirei os bancos traseiros, adaptei um balcão. Carrego ferramentas e peças para trocas rápidas e pontuais'', afirma.
A S.O.S eletrônica Trisko começou há 14 anos com o pai de Alves a bordo de uma Kombi 78, depois substituída por uma 83 até chegar na atual. ''Com todo esse tempo de mercado e tantas Kombis, a maioria dos clientes já me conhece como o cara da Kombi'', relata.
Alves afirma que a opção pelo automóvel se dá por seu custo, relativamente mais em conta que o de outras vans. Ele pondera, no entanto, que o automóvel é simples e básico. ''Em comparação com outros carros a Kombi não tem muito a oferecer quanto a conforto, mas é pau para toda obra'', garante.
Além de ver o negócio se estabelecer tendo a Kombi como companhia, o eletricista vê evolução do modelo ao longo dos anos. ''A outra, modelo 83, por causa do motor a ar, fazia muito barulho. Atendo condomínios fechados e quando precisava atender à noite, achava que iam soltar os cachorros em mim. Com esse motor novo (1.4) ela ficou silenciosa'', argumenta. (V.F.)

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