Com muita elegância e vigor, o principal ícone da indústria automobilística, a Kombi chegou aos 50 anos ininterruptos de produção no Brasil no último dia 2. Produzida em São Bernardo do Campo desde 1957, foi o primeiro veículo da Volkswagen do Brasil. Em uma trajetória sem precedentes, reúne números que traduzem o respeito e a incontestável liderança no segmento de mercado que atua. Com 1.427.993 unidades produzidas, a Kombi nunca perdeu a liderança do seu segmento e suas vendas já alcançaram as 1.290.726 unidades (de 1957 a julho de 2007). Atualmente, responde por 7,2% do segmento de veículos comerciais leves, com 13.259 unidades comercializadas nos primeiros sete meses do ano.
Nascida na bossa nova, foi protagonista do movimento hippie dos anos 60, viveu os anos da ditadura, do militarismo e assistiu ao nascimento da democracia brasileira. Em todos estes anos, a Kombi presenciou o fechamento e a abertura do mercado de veículos, acompanhou de perto a chegada dos novos competidores deste mercado sempre alheia às crises e inconstâncias do setor.
Travestida de pastelaria, Correios, transporte escolar, lotação entre outros, a Kombi sempre preservou os atributos de primeiro monovolume do Brasil e, certamente o melhor custo-benefício da categoria.
Como nenhum outro veículo do mercado nacional, ela cumpre um importante papel no desenvolvimento de pequenos negócios, assim como é indispensável no transporte de carga/passageiros de grandes empresas. A Kombi é o veículo mais trabalhador da história do Brasil.
E se engana quem acredita que o comprador de Kombi é tipicamente o profissional autônomo. De janeiro a julho deste ano, suas vendas dividiram-se entre 61% de frotistas (empresas de médio e grande porte), 33% de varejo (pequenos empresários e compradores particulares), além de 6% a órgãos governamentais. Dentro do segmento de Passageiros e Carga, a Kombi responde por 53% das vendas, contra 47% dos outros sete concorrentes do mercado nacional.
O cliente da Kombi valoriza atributos como a confiabilidade e a economia para decidir a compra. Está inserido nas classes B e C e tem entre 30 e 45 anos. Este cliente também tem uma característica especial, ao comprar a Kombi ele não deseja apenas um veículo e sim iniciar ou ampliar seu negócio. Ela está acima de qualquer pesquisa ou tendência de mercado porque comprova sua eficiência reunindo qualidades com uma relação custo-benefício sem similares na concorrência, que vão desde a longa durabilidade até a facilidade de manutenção, amparada por uma ampla rede de concessionários.
O nome Kombi vem do alemão Kombinationfahrzeug que quer dizer ''veículo combinado'' (ou ''Veículo Multi-Uso''). Desenvolvido pelo holandês Ben Pon na década de 40, o projeto pretendia unir o confiável conjunto mecânico do Fusca com os atributos de um veículo de carga leve. A produção do modelo começou na Alemanha 1950. O destaque era a carroçaria monobloco, suspensão reforçada e motor traseiro, refrigerado a ar, de 18.4 kW.

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