A Kia Motors vai montar uma fábrica no Brasil, no próximo ano, para produzir o caminhão K-2400, conhecido na Coréia como Bongo. O presidente da Kia Motors do Brasil, José Luiz Gandini, viaja à Coréia na segunda quinzena de janeiro para acertar os detalhes com a matriz da empresa. Gandini disse que o investimento será dividido entre a empresa coreana e a brasileira, mas não quis revelar o valor. ‘‘Não é muito grande’’, afirmou. ‘‘Mas é um embrião para uma fábrica completa’’, acrescenta.
Mesmo com os incentivos federais, a fábrica da Kia não será no Nordeste. ‘‘Fica inviável, porque o veículo terá 80% de peças nacionais’’, explica. Além de trazer o caminhão para a região Sul/Sudeste, o grande mercado consumidor, seria necessário levar para aquela região as autopeças, a maioria também fabricadas em São Paulo. Gandini estuda a instalação em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro ou Paraná.
A empresa resolveu abrir mão de todos os incentivos para manter a cota de importação, atualmente de 714 veículos por mês. As regras do regime automotivo prevêem a importação _ por uma alíquota reduzida _ do mesmo volume de veículos a serem exportados nos próximos três anos. ‘‘Não temos condições de exportar essa quantidade nos primeiros anos’’, afirma Gandini.
De acordo com o presidente da Kia do Brasil, a fábrica ficaria pronta em um ano e teria capacidade para 500 veículos por mês. Este ano, foram vendidos 2 mil unidades, importadas da Coréia. O K-2400 é um caminhão urbano, para entregas de mercadorias, e sua principal vantagem, para esse uso, é a plataforma de apenas 63 centímetros de altura.
Além do mercado nacional, a fábrica brasileira vai exportar para o Chile, que atualmente também importa o veículo da Coréia. A intenção, segundo Gandini, é seguir o modelo adotado pela Volkswagen em Rezende, com os fornecedores trabalhando dentro da montadora. O motor, a diesel, está sendo negociado com a Iochpe-Maxion.

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