DivulgaçãoFUTURISTAAs linhas curvas e os faróis na forma de cones destacam o desenho arrojado do Ka Bonito para uns, feio para outros, o Ford Ka chegou para provocar os motoristas mais conservadores. Por isso, a marca planeja que o Ka seja encarado como um carro futurista para pessoas modernas. Pequeno, prático e econômico, o subcompacto é a grande invenção para o trânsito caótico.
De desenho arrojado, com linhas arredondadas, o Ka tem boa solução de estilo na dianteira, onde merecem elogios os faróis em formato de cone triangulares, com luzes de direção integradas. Na traseira se destacam a grande tampa do porta-malas e as delicadas laternas, que dão o toque exótico ao modelo.
Para comprovar a novidade, a Folha Carro & Cia avaliou o modelo, com motor Endura-E de 1.3 litro. Os motores da família Endura da Ford, que equipam o Ka, não são propriamente propulsores de última geração. Eles ainda conservam recursos já abandonados nos motores mais modernos, como comando de válvulas acionado por tuchos hidráulicos. Mas mesmo assim, o carro mostrou ser ágil em todas as situações de trânsito.
DivulgaçãoO motor do Ka CLX é o Endura E, o mesmo do Fiesta, e tem 60 cv potência
O motor é o mesmo adotado no Fiesta 1.3, com potência de 60 cv a 5 mil rpm e torque de 10,4 kgf a 3.500 giros. Já que o Ka é 125 kg mais leve, a relação peso/potência passou dos 16,6 kg/cv no Fiesta para 14,5 kg/cv no subcompacto.
Segundo a própria Ford, o Ka 1.3 chega aos 151 km/h e acelera de zero a 100 km/h em 15,9 s. A vantagem do Ka reside mesmo é na maneira mais esperta de alcançar os resultados. As arrancadas são boas e as retomadas de velocidade são vigorosas. Tudo com a ajuda do câmbio preciso de engates fáceis. E melhor: sem abusar do consumo de combustível.
Na hora de estacionar, o modelo de 3,62 m exibe a agilidade esperada em um carro urbano, ainda mais se for equipada com a direção hidráulica.
Tudo no interior do modelo exibe contornos com ângulos suaves, do painel aos puxadores da porta. Uma grande parábola envolve, ao mesmo tempo, o painel de instrumentos e o console central. As informações são de fácil leitura, com só dois mostradores no fundo branco: um velocímetro e, à direita, marcador de combustível. Todos os demais comandos são redondos ou ovais, assim como o painel das portas. O relógio analógico, situado no alto do console, também tem formato oval e garante um charme. Com seus ponteiros e números coloridos, ele mais parece um exercício de design de moda.
DivulgaçãoO relógio oval dá o charme no painel que conta com todos os instrumentos
O acabamento é dos melhores. O banco é confortável e a posição de dirigir é ótima. Apesar de tanta modernidade, o Ka peca pela falta de espaço interno, principalmente no banco de trás. A frente até permite a acomodação folgada de dois adultos de estatura mediana. Na parte traseira, entretanto, é mais complicado se acomodar.
As bagagens também encontram espaço restrito no porta-malas: apenas 186 litros. Quando a carga é volumosa, o jeito é rebater o banco traseiro. Todavia, a manobra só acrescenta 19 litros ao compartimento que passa a ostentar capacidade para 205 litros.
Uma solução prática é o porta-luvas, que é giratório e conta com três posições que podem guardar o documento do carro, alguns CDs e pequenos objetos, como os óculos. Três porta-copos, itens bastante úteis, estão instalados todos no assoalho da parte traseira.
De fábrica vem o relógio, sistema anti-furto, vidros e travas elétricas. O opcionais são o ar condicionado, direção hidráulica, CD player e air bag duplo. O preço da versão CLX 1.3, básica, é de R$ 15.600. Completa, custa R$ 21.600.
A Ford realçou os cuidados com a segurança, até porque o veículo aparenta uma fragilidade ou insegurança. Mas o modelo tem quase tudo que pode deixar motorista e passageiros mais tranquilos no trânsito urbano e de rodovias.

mockup