Depois dos bancos comerciais, que já haviam aumentado os juros na semana passada, quarta-feira foi a vez das montadoras reajustar taxas mensais oferecidas para o financiamento de veículos novos. Algumas empresas também aumentaram o valor mínimo para entrada do carro e acabaram com os planos mais longos de até 50 meses, lançados há menos de um mês. Também foram suspensas as operações pós-fixadas (corrigidas pela variação cambial).
A Ford passou a operar com juros de 3,24% para financiamentos em 24 meses e de 3,36% para 36 meses. Antes, estavam em 2,65% e 2,69%, respectivamente. O valor mínimo de entrada passou de 10% para 20% e a opção de prazo de 42 e 50 meses está temporariamente suspensa.
‘‘O dinheiro está mais escasso e o custo de captação no mercado aumentou cerca de 20%’’, informou Perácio Ferreira, supervisor de Marketing do Banco Ford. A provável redução esperada para a TBC, segundo Ferreira, demora para ser repassada ao mercado.
O Banco Volkswagen aumentou de 2,59% para 2,99% o juro para financiamento em 24 meses e entrada de 50% do valor do bem. Para prazos de 36 meses, as taxas que variavam de 2,59% a 2,89%, de acordo com a entrada, passaram para 3,29% a 3,6%. A empresa foi a única a manter a opção do prazo de 42 meses. Um Gol Special, que custa R$ 11.927, com entrada de 50% e financiamento em 24 meses, passa a ter prestações de R$ 351,73 ante os R$ 336,73 anteriores.
Na Fiat, os juros para os planos de 24 meses subiram de 2,49% para 3,25% e, para 36 meses, de 2,69% para 3,35%. A entrada mínima exigida é de 10%. Segundo a montadora, a alteração das taxas reflete o aumento no custo de captação de recursos para financiamentos em prazos mais longos.

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