A General Motors não quer mesmo perder seu espaço no segmento de utilitários-esportivos. De olho na ''enxurrada'' de novos modelos prevista para chegar em 2003, a marca apresentou, durante o Salão do Automóvel de São Paulo, o Journey, um veículo conceitual que tem grandes chances de sair das pranchetas.
O Journey (jornada, em inglês) foi desenvolvido localmente pela equipe de design da General Motors do Brasil, chefiada pelo americano David Rand - o mesmo que produziu os conceitos Sabiá e Celta Spyder. ''Nossa missão era desenvolver um veículo sob critérios que poderiam torná-lo tecnicamente viável de ser construído, visando novas tecnologias e conceitos de iluminação (faróis e lanternas) e de arquitetura'', explica o diretor de design da GMB.
Entre os critérios a qual Rand se refere está a plataforma, ou seja, a base da estrutura de um carro. O Journey começou a ser desenvolvido a partir da Zafira. Por isso, o protótipo tem a mesma distância entreeixos da minivan, de 2,7 metros, assim como o sistema de arranjo dos bancos, chamado de Flex-7 (para até sete pessoas). O espaço para o motor também é igual ao da Zafira, o que abre caminho para a instalação de qualquer propulsor da linha Astra.
Porém, as semelhanças estruturais terminam por aí. Do lado externo, o Journey é mais largo, mais comprido e mais baixo que a Zafira. Já em comparação com a atual Blazer, o conceito da GM é menor no comprimento (mede 4,38 m contra 4,71 da Blazer), na altura e na largura. As rodas utilizadas no Journey também são grandalhonas, de 18 polegadas, com pneus 235/50 R18. O estudo de design brasileiro é de fibra de vidro, pintado na cor cinza perolizada, que adquire nuanças esverdeadas, conforme a iluminação.

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