Um modelo que já é sucesso principalmente pelo design, um segmento já consagrado no Brasil e um preço competitivo. Esses são os ingredientes que a Peugeot misturou para colocar no mercado o 206 1.0 16v, seu primeiro veículo feito no Brasil, mais precisamente na fábrica de Porto Real (RJ). Com o lançamento, a empresa espera fortalecer a sua busca por 5% do mercado até 2004. Hoje tem cerca de 1,5%. A expectativa é que o novo carro represente 45% das vendas totais no Brasil.
Para estrear com um produto nacional no mercado brasileiro, a Peugeot apostou no estilo do 206 1.6, um sucesso mundial com mais de 1,8 milhão de unidades produzidas no mundo todo desde o seu lançamento em setembro de 1998, sendo o 1.6 mais vendido no Brasil. O modelo 1.0 tem o mesmo design e manteve alguns detalhes, como pára-choques pintados na cor do veículo, pneus 175/65 R 14 com calotas de rodas integrais, lanterna traseira com luz de neblina e entrada de ar no capô do motor. A única diferença é o logotipo ‘‘16V’’ na traseira.
O carro está sendo oferecido com três e cinco portas em dois níveis de acabamento (Selection e Soleil). Os preços variam de R$ 17,9 mil (Selection básico) a R$ 23,6 mil (Soleil completo).
A versão de entrada, a Selection, traz como itens de série bancos em tecido preto, vidros verdes, ar quente, coluna de direção regulável em altura, chave de ignição codificada, contagiros, faróis com regulagem interna de altura dos fachos e aviso sonoro de luzes acesas, entre outros. No Soleil são acrescentados preparação para som com dois altos-falantes, antena no teto, desembaçador e limpador do vidro traseiro, relógio digital, regulagem interna dos retrovisores, direção hidráulica, regulagem da altura do banco do motorista e acendedor de cigarros. Ar-condicionado, vidros e travas elétricas e duplo airbag para os ocupantes dos bancos dianteiros são oferecidos como opcionais nas duas versões.
O Peugeot 206 1.0 16 válvulas nasceu para brigar no segmento dos populares, que representou no ano passado 75% das vendas de carro zero quilômetro no Brasil. No entanto, a Peugeot não quer caracterizar o modelo como popular. ‘‘Não queremos que seja chamado de popular porque é mais do que isso. Ele tem vários equipamentos que os popoulares não têm. Por isso, estamos chamando de 1.0 litro’’, diz Cees Hermanns, presidente da Peugeot no Brasil, que em julho deixa o cargo para a entrada de Bruno Grundeler.
A expectativa quanto às vendas do novo modelo é grande por parte da Peugeot. Baseado no sucesso do 1.6 16 válvulas, que é lider no segmento com 12.239 carros vendidos no ano passado, a empresa espera colocar no mercado até o final do ano 17 mil unidades do 1.0. A capacidade de produção na fábrica de Porto Real é de 12 mil veículos. Os cinco mil restantes na meta de venda deverão vir da Argentina. Com o sucesso esperado pelo lançamento do 206 1.0 16 válvulas, o modelo 106 8 válvulas não será mais vendido no Brasil.
Os planos da montadora no são ambiciosos e otimistas. Tanto que já planeja instalar mais 30 concessionárias pelo País até o final de 2001. Hoje são 90 revendas. Até 2004, a meta da Peugeot é estar com 200 pontos de venda no Brasil.

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