Os números de emplacamentos da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) referentes ao mês de maio mostram a escalada que o ix35, SUV da Hyundai, está empreendendo no mercado brasileiro. Em maio, foram 1.522 emplacamentos, crescimento de 5,79% em relação a abril.
No acumulado de vendas dos cinco primeiros meses do ano, o ix35 fica na modesta 7 posição na extensa lista de SUVs da Fenabrave. Mas considerando apenas o último mês, ele sobe para a 2 colocação, desbancando o CRV (Honda), Captiva (GM), o irmão Tucson, Pajero (Mitsubishi), e, por apenas quatro unidades C3 AirCross (Citroen). O ix35 perde apenas para o Ecosport (Ford), que tem preço muito mais acessível.
O sucesso não se dá por acaso. Criado pela Hyundai para tomar o lugar do Tucson - que saiu de linha em outros países mas continua sendo fabricado no Brasil, em Anápolis (GO) -, o ix35 tem dois trunfos. O primeiro é apresentar um design muito atraente, o que tem se tornado marca registrada dos coreanos nos últimos tempos, com suas linhas fluidas. O segundo é o conforto ao dirigir, com silêncio e maciez. Pode-se dizer que o preço também é razoável: na casa dos R$ 90 mil.
Durante três dias, a FOLHA testou um exemplar - cedido pela concessionária Lovat - com câmbio automático de seis marchas desse SUV. O motor é um 2.0l, quatro cilindros, de 16 válvulas que gera 168 cavalos de potência a 4.600 rpm. Há também a opção de transmissão manual de cinco marchas. O combustível é gasolina.
No trânsito urbano o ix35 deixa a vida do motorista menos estressante. Com uma boa visibilidade característica dos altos SUVs, ele oferece trocas de marchas suaves. O controle do rádio é no volante e o som, apesar de não contar com nenhum dispositivo especial encontrado nos modelos mais luxuosos é bem afinado. Há entrada para USB e iPod. O ar-condicionado eletrônico é dual zone e, nestes dias frios, foi utilizado mais na opção quente e não decepcionou.
Na estrada, a estabilidade é fator interessante. A tração é controlada eletronicamente nas quatro rodas. A suspensão funcionou bem, aliada a amortecedores pressurizados a gás de dupla ação. As rodas são de liga leve de 18 polegadas.
Por dentro, o carro oferece bom espaço. Na frente, sobra espaço para motorista e passageiro. Atrás, três pessoas podem ser acomodadas com razoável conforto, mas o projeto é para duas, com o banco bi-partido e um bom descansa braços no meio. O porta-malas tem volume de 591 litros. Os air bags são frontais laterais e de cortina.
Vale lembrar que estamos falando de um carro que começou a rodar faz pouco tempo, em 2009, na Coreia do Sul, no Brasil há apenas um ano e que, apesar do expressivo volume de vendas de maio, ainda desperta curiosidade nas ruas de Londrina. É bom que o concorrido mercado de SUVs preste atenção nesse novato pretensioso. Para 2011, é aguardada a chegada ao país a versão que já circula na Europa, com motor 2.4 litros de 177 cavalos.

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