Alguns itens do carro nem sempre recebem a atenção devida de seus proprietários, mas são justamente eles que podem fazer toda a diferença em caso de acidente. Atentar-se ao estado do cinto de segurança e do airbag pode ajudar a salvar vidas.
O consultor de serviços da Ópera Peugeot, Marco Antonio Peraro afirma que estes itens são de extrema importância para a segurança do motorista, sobretudo o airbag. ''Hoje existem airbags não só na dianteira, mas também nas portas e, em caso de impacto, são eles que minimizarão os danos sofridos por quem está no carro'', diz.
Peraro explica que a ativação do sistema dependerá da modernidade do equipamento e da força do impacto. O consultor afirma que por se tratar de um produto caro, são feitos testes rigorosos para que eles não sejam acionados em qualquer colisão, mas apenas naquelas que possam representar riscos à integridade física do passageiro. O airbag é composto por uma bolsa e cintos de segurança e o seu valor pode variar em média de R$ 3,5 mil a R$ 5 mil. ''É um equipamento de uso único, depois de acionado você terá que trocar'', avisa.
Algo desconhecido por muitos motoristas é a vida útil de dez anos do aparelho - após este prazo recomenda-se que o dispositivo seja acionado e destruído. O consultor opina, no entanto, que mesmo quem conhece a lei nem sempre a cumpre. ''Se avaliarmos que o equipamento custa caro e um carro de dez anos tem seu valor de mercado muito reduzido, fica quase inviável realizar a troca. Outro ponto é que, geralmente, o sistema do veículo avisa se há problemas no equipamento por uma luz no painel e se o motorista não vê o carro acusar nada nem se preocupa'', pondera.
Já o cinto de segurança não tem prazo de validade definido, mas a dica aos condutores é que fiquem de olho na malha do equipamento. ''Se o material apresentar algum sinal de desfiamento, desgaste ou não prender direito é preciso procurar auxílio especializado. Evite buscar esta peça no ferro-velho'', orienta Peraro.
O consultor alerta que é um sistema presente no cinto de segurança que aciona o airbag, daí a necessidade dele estar em dia. ''Estes itens são considerados passivos, ou seja, só vão ser usados no momento de necessidade, por isso é fundamental ter a consciência de que eles agem como salva-vidas'', observa.
O consultor elenca ainda um terceiro equipamento que pode proteger o motorista no momento de um acidente, o Anti-block Braking System (ABS) - sistema de frenagem anti-bloqueio, em tradução literal. O mecanismo trabalha para parar o automóvel em segurança após o uso repentino do freio. ''Não deixa a roda parar de vez, mas a faz rodar em mínima velocidade para que o carro não seja arrastado'', explica. A primeira revisão no ABS, assim como em todo o carro, é aconselhada geralmente por volta dos 10 mil quilômetros.

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