São Paulo – O ronco do motor diz tudo: o novo Alfa Romeo 147 é mesmo um esportivo nato. O zumbido possante, logo ao leve toque do acelerador, comprova a genética italiana, nascida das pistas de corrida.
O modelo, que chega ao País em julho, é a mais nova atração da marca italiana e surge para suceder o antigo 145. Lançado na Europa em 2000 durante o Salão de Turim, na Itália, o 147 foi escolhido no ano passado como o ‘‘Carro do Ano’’ da Europa e no Japão, mercados altamente competitivos.
O sucesso do pequeno e competente 147 está na sua precisão esportiva, no desenho atraente e no luxo a bordo. Com desenho em cunha, curvo e alongado, o capô do Alfa 147 dá uma aparência bastante agressiva às linhas da carroceria, dignas de um esportivo.
O conjunto ótico do Alfa 147 mistura faróis redondos com refletores retangulares, nos quais ficam embutidos os faróis de neblina. Dotados de lentes transparentes e curvas, eles invadem as laterais dos pára-lamas e conferem um toque bastante expressivo à frente do modelo. Os faróis são recortados por pára-choques amplos e envolventes, que também incorporam as grades e o símbolo Alfa Romeo, o ‘‘Cuore Sportivo’’ no centro.
Nas laterais, um dos destaques são as maçanetas traseiras, embutidas na moldura da janela, que reforçam o apelo esportivo do carro. Com vidro curvo e lanternas em formas de gotas, a traseira curta segue as linhas do capô.
Após o desfrute das linhas externas, a ‘‘degustação’’ passa para o interior. Compacto mas sem ser apertado, o carro demonstra firmeza ao volante. A sensação de controle da ‘‘macchina’’ é reforçada pelo quadro de instrumentos, com três grandes marcadores redondos sobrepostos, ilumindos por uma luz vermelha translúcida. No volante, mais grosso e de eficiente empunhadura, estão os comandos do volume do som (lado esquerdo) e de sintonia (direito). O interior traz outros detalhes, com a aplicação de alumínio, ar-condicionado automático, bancos anatômicos e som Bose, de qualidade profissional. O Alfa 147 traz ainda seis air bags de série. Dois frontais, dois laterais, e, por fim, dois window bags instalados na forração do teto, cuja função é proteger as cabeças dos ocupantes.
Porém, a afinação esportiva do 147 está mesmo no motor 2.0 16V Twin Spark (com duas velas de ignição por câmara) de 148 cv de potência e o revolucionário câmbio sequencial Selespeed, derivado da Fórmula 1, acionado através de ‘‘borboletas’’ instaladas atrás do volante. Com ele, o Alfa 147 acelera de 0 a 100 km/h em 9,7 segundos e atinge 205 km/h de velocidade máxima.
Se na teoria o Selespeed pode parecer atraente, na prática ele gera uma leve perda de potência. Na hora da troca, para não haver desgaste forçado das engrenagens, o motor se ‘‘ajusta’’ a velocidade, reduzindo a rotação para a engrenagem da marcha, o que provoca um ‘‘solavanco’’ nada agradável na condução.
Fora isso, a suspensão firme e os pneus largos seguram o carro na pista. O 147 é equipado com um controle de estabilidade, o VDC, que monitora os sistemas antitravamento de freios (ABS), de distribuição de força de frenagem (EBD), de controle de tração (ASR) e o sistema de controle de torque nas rodas (MSR).
O maior ponto negativo do 147, no entanto, é o preço. O carro chega ao Brasil em uma única versão, a top de linha, e vai custar cerca de US$ 35 mil, ou o equivalente a R$ 98 mil. Um tanto quanto alto para a sua categoria.

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