Londres - A queda no movimento das concessionárias de veículos no Brasil já aparece nos números das grandes montadoras. O balanço do primeiro trimestre da italiana Fiat mostra que as vendas no Brasil caíram 10% na comparação com igual período do ano passado. Com isso, o Brasil derrubou o desempenho da filial da América Latina e a região amargou o pior resultado entre todas as subsidiárias da companhia no mundo. O fim dos incentivos tributários é o motivo dessa piora, diz a empresa.
Balanço divulgado no último dia 6 pela montadora italiana mostra que a Fiat entregou 171 mil carros no primeiro trimestre de 2014 no Brasil. O volume é cerca de 20 mil veículos inferior ao registrado em igual período do ano passado. A empresa explicou em teleconferência que essa retração foi gerada especialmente pelo fim dos incentivos tributários concedidos pelo governo. "Principalmente pela primeira etapa do retorno às antigas alíquotas do IPI", diz o balanço, ao comentar o aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) no início do ano.
A contração sentida pela Fiat, porém, é bem maior que a observada no restante do mercado. Segundo a própria montadora, as vendas do setor automobilístico caíram 2% no mercado brasileiro no trimestre.
Outro motivo que prejudicou o resultado da companhia foi a desvalorização cambial - fenômeno que também afetou outras filiais latino-americanas. Segundo o balanço, os custos industriais aumentaram em toda a região porque os insumos importados ficaram mais caros na moeda local e houve aumento de custos domésticos via inflação. Ainda nos custos, a montadora também registrou alta das despesas relacionadas à nova fábrica de Pernambuco.
Com o fraco desempenho no Brasil e na Argentina - onde as vendas caíram 13% - foram entregues 205 mil veículos na América Latina no primeiro trimestre. O volume é 10,9% menor do que o registrado há um ano.

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