Nem todos os veículos foram beneficiados com a redução do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI). Os modelos do segmento sport utility (Utilitário-esportivo) - como Pajero, da Mitsubishi, Grand Cherokee, da Chrysler, ou Blazer, da General Motors - foram excluídos de uma classificação especial que, antes do pacote fiscal de outubro, lhes garantia IPI igual ao do carro popular - ou seja alíquota de 8%.
Desde o pacote, a classificação especial foi eliminada. Agora estes veículos estão na mesma faixa de carros de passeio, com alíquotas de IPI de 25% a 35%, em média. A mudança atinge ainda outros importados da Nissan, Suzuki e Kia. Mas o benefício de alíquota mais baixa - 8% - foi mantido para dois modelos nacionais - o Montez, da JPX, e o Bandeirante, da Toyota.
A maior parte das marcas acabou absorvendo o aumento de preços. As asiáticas conseguiram compensar parte do aumento do imposto com a desvalorização das moedas dos países de origem. Mas, de qualquer forma, os preços poderiam estar mais baixos não fosse essa mudança.
O Sportage, da Kia Motors, custa hoje U$ 28.990. Já chegou a custar R$ 30.600. Mas o preço poderia cair para algo em torno de U$ 24 mil se o governo tivesse mantido a alíquota de 8%. O pior é que alguns veículos desta categoria serão ainda mais atingidos por um aumento de IPI programado para o próximo ano. Logo após o pacote fiscal de outubro, a alíquota de IPI do modelo Pajero GLS 4 x 4 a diesel subiu para 37%. A partir do início deste mês, com a decisão do governo de baixar o imposto, o índice caiu para 32%. Mas a partir de janeiro vai subir para 37%. Já a alíquota da versão a gasolina, que baixou de 30% para 25%, será mantida em 25% a partir de janeiro.
Os veículos sport utility representaram 2% do mercado brasileiro de veículos no ano passado. Nas vendas acumuladas este ano, a participação dos sport utilities passou para 2,36%.

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