Sumaré - Com uma capacidade de produção estimada em 650 unidades por dia, a fábrica da Honda instalada no Brasil comemora números de crescimento mesmo em plena época de rescaldos e reflexos da crise financeira. A variação entre 2009 e 2010 foi um aumento de 8% nas vendas e agora a montadora planeja atingir até 2011, em reformas e ampliações do parque industrial, cerca de R$ 1 bilhão em investimentos acumulados.
Segundo Carlos Eigi Miyakuchi, diretor de produção, já foram gastos no projeto de expansão da fábrica cerca de R$ 750 milhões. Até o final do ano a tendência é atingir R$ 800 milhões. O objetivo é trazer para o Brasil a fabricação do Honda City, que seria o modelo destinado a concorrer com o Polo e o Astra. Hoje, apenas o Honda Fit e o Civic são fabricados na unidade localizada em Sumaré, cidade próxima a Campinas (SP).
Miyakuchi explica que o market share (participação em vendas no mercado) da Honda é modesto, representa cerca de 4,2%. Porém, dentro dos planos da companhia sediada no Japão o desempenho é satisfatório. Concorrendo na terra do sol nascente com a Toyota (que possui poder econômico 4 vezes maior que a Honda) e com Nissan, quem se preocupa com a Honda são os concorrentes. Ela é a terceira em poder econômico no Japão.
''Devido a grande diferença entre nós e a Toyota, nossos planos são de concorrer com nichos específicos, como por exemplo o Civic LXL que chegou para ganhar consumidores de Vectra, Fusion, C4 Pallas e até o Corolla que não estejam satisfeitos. Mas parece que os concorrentes possuem mais medo da nossa companhia do que nós deles. Essa tem sido a tônica até agora'', provoca. (R.O.)

mockup