Cerca de 90 veículos são furtados por mês em Londrina, segundo informações da Polícia Civil. Deste total, 50% a 60% são recuperados e o restante tem diversas finalidades, como desmanche ou a própria comercialização.
Por isso, reconhecer e identificar um veículo antes de efetuar a compra é vital para não cair em armadilhas. Na hora de comprar um carro, a principal observação que deve ser feita é em relação à prodecência do mesmo. Uma boa análise da documentação também ajuda. Muitas pessoas se interessam apenas pelo modelo, cor e detalhes do automóvel e acabam comprando um veículo com problemas.
O que muitos não sabem é que existem diversos sites que ajudam o consumidor a obter mais informações sobre o carro que está sendo adquirido. Além disso, a Polícia Rodoviária Federal disponibiliza uma página na Internet para que as pessoas possam cadastrar os dados de seu veículo, no caso desse ter sido roubado. Desta forma, a polícia de todo o país fica em alerta.
O Instituto de Criminalística (IC) também faz um trabalho, gratuito, de análise de chassis e também de documentação. ''Se a pessoa for comprar um automóvel e tiver alguma dúvida, pode nos procurar para fazer uma perícia'', informa o chefe interino do IC de Londrina, Geraldo Gonçalves de Oliveira Filho.
No site do Departamento de Trânsito (Detran) é possível consultar a situação do carro. Para isso, é preciso ter em mãos o número da placa e do Renavam. Na mesma página, o consumidor ainda faz uma consulta sobre débitos de IPVA, licenciamento e multa. No entanto, se o carro sofreu alguma alteração no número do chassis ou na documentação, a pessoa só vai saber se o bem que está comprando foi roubado no momento da transferência. O site do Cadastro Nacional de Veículos Roubados (CNVR) também permite que as pessoas façam uma consulta sobre carros roubados.
A despachante Deise Almeida explica que quando um cliente compra um carro, é feita uma avaliação prévia e se for constatado uma suposta adulteração, o mesmo é encaminhado para um perito do Detran. ''O maior problema geralmente é a adulteração do chassis'', ressalta. Deise ainda comenta que os casos de veículos roubados que aparecem no despachante são bastante comuns. Outra modalidade que também está na ''moda'' é a clonagem de veículos. No mês passado, a polícia apreendeu quatro carros clonados, que haviam sido trazidos de São Paulo e vendidos na cidade bem abaixo do preço.
A comerciante Márcia Cristina Vizetti passou por uma situação muito desagradável. Ela teve sua moto furtada em setembro de 2002. No mês seguinte, conseguiu recuperá-la. ''A moto estava completamente detonada, os pneus e o banco tinham sido trocados e o chassis adulterado''. Para conseguir regularizar a moto, foram meses de espera. ''Tive que ir no Detran e depois de uns três meses, o chassis foi remarcado'', contou aliviada.

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