A International, fabricante de caminhões que inaugurou sua fábrica em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, em setembro do ano passado, vai investir US$ 30 milhões neste ano para iniciar no Brasil a produção de peças que atualmente são importadas.
Entre os componentes a serem nacionalizados estão motores e cabines. Parte do montante do investimento também será destinada à construção de uma segunda linha de produção de um veículo extra-pesado, denominado 9800, atualmente importado dos Estados Unidos. Ainda não está confirmada a data de início da produção do novo veículo no País. Os índices de nacionalização dos caminhões da marca International são de apenas 35% a 45%. Com a desvalorização cambial, porém, a empresa decidiu mudar sua estratégia e antecipar a compra de componentes de fabricantes com fábricas instaladas no País. Antes do fim do ano, a empresa pretende alcançar um índice de 70% das autopeças adquiridas no País, segundo informou o diretor-presidente da International, Anthony da Cunha.
A linha de médios e pesados da marca tem entre 35% e 45% de peças nacionaisA empresa passará a comprar motores da Cummins e deve produzir, ela própria, as cabines que são importadas da matriz norte-americana. A montadora, atualmente com 120 funcionários, vai ampliar o quadro de pessoal para 200 até dezembro.
A produção esperada para este ano é de mil caminhões, meta que foi revista depois da previsão de queda global das vendas de veículos. ‘‘Inicialmente prevíamos 1,4 mil unidades’’, disse Cunha. Lançamento - A empresa, que no ano passado produziu 150 veículos dos segmentos médio e pesado, está colocando este mês no mercado o caminhão extra-pesado 9200, com capacidade para até 45 toneladas de carga. O produto, com preços na faixa de R$ 110 mil a R$ 120 mil, disputa mercado com modelos da Scania e da Volvo.
Cunha afirmou que não há previsão para reajustes nos preços dos caminhões da marca, mesmo com a mudança cambial. A montadora tem estoque de peças importadas para até o mês de maio. ‘‘Até lá esperamos que a situação cambial esteja estabilizada’’, disse Cunha. A montadora prevê fechar este ano com 3% de participação no mercado de caminhões.

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