Internamente, um outro carro
Toda a parte interna do veículo original foi retirada para dar lugar a uma estrutura própria de carros de competição, com foco na segurança do piloto. O banco que abriga o piloto mais parece uma cadeirinha infantil tamanho adulto, posicionada quase no meio da cabine. Nela, César Bonilha assume uma posição quase deitada e com possibilidade de poucos movimentos. Um chassi tubular forma a "gaiola de sobrevivência" ao redor do piloto. Acima do volante, uma tela digital fornece diversas informações, como temperaturas interna e externa, por meio de um avançado sistema de telemetria.
À mão direita, uma espécie de alavanca aciona o câmbio Xtrack sequencial de seis velocidades, acionadas com movimentos para frente e para trás, e não no formato H como nos câmbios manuais tradicionais. "Ele tem dispositivo que substitui a embreagem, que só é acionada para a largada", explica Bonilha. No volante, há dois botões: o pit limit (limita a velocidade a 60 km/h para entrada nos boxes) e o do rádio, por onde a equipe transmite informações ao piloto. Para Bonilha, não há nada de incômodo no habitáculo do carro de corrida. "É meu escritório, eu adoro isso aí. No final da prova, quando vejo que faltam duas voltas, dá tristeza de pensar que vou ficar 30 dias sem aquilo", finaliza. (C.F.)





